“Em setembro, no conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico (hotelaria, alojamento local e turismo no espaço rural) dos Açores registaram-se 516,4 mil dormidas, valor inferior em 3,5% ao registado no mês homólogo”, lê-se no relatório de Atividade Turística do SREA.
Há 12 meses consecutivos que o número de dormidas em alojamentos turísticos na região baixa face ao período homólogo.
Os números de 2025 são já definitivos, enquanto os resultados de janeiro a agosto são provisórios e os de setembro preliminares, segundo o relatório do SREA.
Nos primeiros nove meses do ano, os Açores somaram 3,7 milhões de dormidas em alojamentos turísticos (-2,7%) e 1,1 milhões de hóspedes (-3,2%).
Em setembro, a região contabilizou 149,4 mil hóspedes (-4,4%), com uma estada média de 3,46 noites (+1%).
A redução homóloga de dormidas no arquipélago segue uma tendência contrária à verificada a nível nacional, já que o país cresceu, em média, 2% em setembro e 1,5% no período entre janeiro e setembro, segundo o relatório do SREA.
Das mais de 516 mil dormidas registadas em setembro nos Açores, 78,8% foram de turistas estrangeiros, que somaram 406,8 mil dormidas, ainda que com uma descida homóloga de 0,3%.
O mercado nacional representou apenas 21,2%, com 109,6 mil dormidas, e registou uma quebra mais acentuada (13,5%) face a setembro de 2025.
Entre os mercados externos, a Alemanha foi o maior mercado emissor, neste mês, com 76,5 mil dormidas (18,8% das dormidas de residentes no estrangeiro), apesar de ter registado uma quebra de 2,5%.
Em segundo lugar, com 71,7 mil dormidas (17,6%), surgem os Estados Unidos da América (EUA), seguindo-se a Espanha, com 46,5 mil dormidas (11,4%).
O mercado espanhol foi, no entanto, um dos que registaram descidas mais acentuadas face ao período homólogo (-21,1%), apenas superado pelo Brasil (-49,5%). O Reino Unido também apresentou uma diminuição significativa (-16,6%).
No sentido oposto, os mercados de Israel (57,5%) Canadá (25,9%), Estados Unidos (15,3%) e Países Baixos (14,6%) foram os que mais cresceram.
Com 260 mil dormidas, a hotelaria concentrou metade (50,3%) das dormidas turísticas no arquipélago em setembro, enquanto o alojamento local contabilizou 230,2 mil dormidas (44,6%) e o turismo no espaço rural 26,2 mil dormidas (5,1%).
O turismo no espaço rural foi a tipologia com a descida mais acentuada (8,5%), seguindo-se o alojamento local (6,1%) e a hotelaria (0,4%).
Considerando apenas hotelaria e alojamento local, que concentraram 94,9% das dormidas na região em setembro, só quatro das nove ilhas dos Açores contrariaram a tendência regional, apresentando crescimentos homólogos.
A Graciosa apresentou a maior subida (4,1%), seguindo-se Pico (4%), Faial (2,6%) e Flores (1,9%).
A ilha do Corvo, a mais pequena do arquipélago, foi a que registou a maior quebra (-18,5%), mas também ocorreram descidas em Santa Maria (-5,2%), São Miguel (-4,7%), São Jorge (-3,6%) e Terceira (-2,4%).
Com 326,4 mil dormidas, a ilha de São Miguel, a maior do arquipélago, concentrou dois terços (66,6%) das dormidas da hotelaria e alojamento local na região em setembro, seguindo-se as ilhas Terceira, com 60,4 mil dormidas (12,3%), Pico, com 37,3 mil dormidas (7,6%), e Faial, com 30,8 mil dormidas (6,3%).
O mercado nacional destacou-se com maior peso nas dormidas apenas nas ilhas Graciosa (69,2%) e Corvo (51,2%).
Entre os mercados externos, o alemão foi o que teve mais peso nas ilhas das ilhas do Pico (25,8%), Faial (19,4%), Flores (19,1%), São Jorge (17,8%), Corvo (12,5%), Santa Maria (12,1%) e Graciosa (6,7%).
Já nas ilhas de São Miguel (15,6%) e Terceira (13,8%) destacou-se o mercado norte-americano.
Na hotelaria, a taxa líquida de ocupação por cama, em setembro, atingiu os 64,5%, menos 1,8 pontos percentuais, mas os proveitos totais subiram 4% para 27,9 milhões de euros.
Já o turismo no espaço rural apresentou uma taxa líquida de ocupação por cama de 45,4% (menos 2,7 pontos percentuais) e os proveitos totais baixaram 2,8%, atingindo 3 milhões de euros.
No alojamento local, não são apresentados dados sobre os proveitos, mas a taxa bruta de ocupação por cama foi de 37,8% (menos 2,5 pontos percentuais).
Segundo o relatório, 16,7% dos estabelecimentos de alojamento local ativos reportaram que não tiveram movimento de hóspedes em setembro (mais 1,8 pontos percentuais do que no período homólogo).
