Desemprego é principal problema da sociedade portuguesa diz Ministro


 

Lusa / AO online   Economia   24 de Nov de 2007, 10:56

O ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, reconheceu, sexta-feira à noite, em Braga, que "o desemprego é o principal problema da sociedade portuguesa que ainda não foi possível controlar"
    "Apesar da economia ter criado 105 mil postos de trabalho nos últimos três anos, a verdade é que a taxa de desemprego era de 7,5 por cento em 2005 e é agora de 7,9, percentagem em que estabilizou", afirmou.

    O governante falava, na qualidade de dirigente do PS, numa reunião da Federação de Braga, que decorreu no auditório da Associação de Futebol de Braga com a presença de 200 militantes.

    Vieira da Silva afirmou que o Governo antevê que será possível "começar a reduzir a taxa de desemprego, dado que a economia está já a criar postos de trabalho o que não sucedia desde 2005".

    Num discurso voltado para "dar ânimo" a militantes e dirigentes do PS/Braga - entre os quais se destacavam o Governador Civil, Fernando Moniz, o presidente da Federação, Joaquim Barreto e o autarca local, Mesquita Machado - o governante insistiu nas vantagens da redução do défice das contas públicas, como condição para o crescimento sustentado da economia.

    Salientou que, "nem todas as energias do Governo se concentraram no controle do défice", para lembrar que a economia deve crescer, este ano, 1,8 por cento, "o que foi feito com uma mudança profunda da sua trajectória".

    "Conseguimos ser mais competitivos e exportar mais num quadro económico adverso", referiu, sublinhando que, "se não houvesse défice, poder-se-ia estimular um pouco a economia, quer através do consumo das famílias quer de investimento público".

    Acrescentou que, o Governo conseguiu, também, começar a atrair investimento estrangeiro, nomeadamente em áreas importantes como a do turismo, frisando que tal contribui para estimular a economia e o emprego.

    Vieira da Silva passou em revista aquilo a que chamou "reformas decisivas" do Governo, entre as quais a da Segurança Social, que disse ser reconhecida pela OCDE, pela Comissão Europeia e pelo Banco de Portugal, e que dá sustentabilidade, a curto e médio prazo, ao sistema de pensões".

    Disse que o controlo orçamental é feito sem dispensar uma política com conteúdo social, voltada, nomeadamente, para a qualificação de activos e de pessoas desempregadas, através da política de educação e do programa Novas Oportunidades.

    No final da intervenção, Vieira da Silva ouviu a opinião dos militantes mas a sessão foi vedada à comunicação social.

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