Custos na Saúde só baixam com mais tecnologia

Custos na Saúde só baixam com mais tecnologia

 

Lusa/AO Online   Nacional   25 de Nov de 2009, 19:00

A presidente do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) defendeu hoje que a única forma de fazer descer os custos dos sistemas de Saúde é “ter mais tecnologia e não menos”.

Na sua primeira visita a Lisboa, após um encontro na residência oficial do primeiro-ministro, Susan Hockfield afirmou que essa também é a solução para alargar o acesso a esses serviços.

“Vamos trabalhar arduamente para desenvolver as tecnologias para que os cuidados médicos estejam mais acessíveis para mais gente, sejam mais eficientes e também mais baratos. As células estaminais são uma das muito importantes tecnologias do futuro”, exemplificou.

Esta deverá ser uma das áreas de colaboração entre o MIT e as instituições portuguesas assim como projectos para cidades sustentáveis e a procura pela alteração dos actuais sistemas energéticos.

Questões “desta era”, cujos muitos problemas requerem soluções que passam por “aproximações científicas e tecnológicas”.

Hockfield explicou que no Instituto que dirige tem a “ambição e responsabilidade” de estar à frente a nível da inovação, o que neste momento é conseguido através de “parcerias internacionais”.

Como Portugal, tem “ambições e valores semelhantes” ao MIT, a colaboração foi feita e continuará.

Antes do inicio desta parceria, foi feita uma análise profunda de seis meses à situação portuguesa e ao que seria pedido e quais os ganhos para o MIT e percebeu-se que seria “uma colaboração maravilhosa”, disse.

Depois de três anos de experiência, a responsável refere que o objectivo é procurar “novas oportunidades”, como de fazer experiências e investigações, que não terão de ocorrer necessariamente na sede do MIT.

A responsável também sublinhou as vantagens para os alunos que integrem esta parceria.

O ministro da Ensino Superior e da Ciência, Mariano Gago, referiu o “pleno desenvolvimento” da parceria que “cumpriu todas as metas e ultrapassou muitas outras que tinham sido inicialmente propostas”.

Mariano Gago lembrou que a colaboração com o MIT tem estado concentrada nas áreas da engenharia, e, neste campo, em apenas alguns sectores como energia, bioengenharia e transportes, e gestão.

“Não se trata de uma monocultura mas de uma diversificação selectiva de parcerias internacionais que faltava desesperadamente no nosso país”, considerou ainda.

Regozijando-se com os recentes números positivos de Portugal na ciência e investigação, não deixou de lembrar o “muito trabalho para fazer”.

“Os números na investigação têm ainda que crescer” mas, neste momento “não há desculpas, porque há a base necessária para atingir os níveis necessários mas sabemos que é preciso imenso trabalho”.

Para quinta-feira, o programa MIT/Portugal prevê uma visita ao Instituto Português de Oncologia e a escolas de gestão, com alunos de MBA.

Susan Hockfield recebeu hoje o grau de 'Honoris Causa', na Academia de Ciências, de Lisboa, dado por três universidades portuguesas (Universidade do Porto, Universidade Técnica de Lisboa e Universidade Nova de Lisboa), um feito inédito no país.


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