Conferência comemorativa do 220º aniversário do nascimento do Duque da Terceira


 

Ana Carvalho Melo   Regional   22 de Out de 2012, 10:56

A Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo acolhe, na quinta-feira a conferência comemorativa do 220º aniversário do nascimento do Duque da Terceira.

A conferencia, a proferir por Francisco Miguel Nogueira, mestre em História Moderna e Contemporânea, decorre no dia 25 de outubro, pelas 18h00, na Sala de Reservados da Biblioteca.

Passou este ano o 220º aniversário do 1º Duque da Terceira, António José de Souza Manoel de Menezes Severim de Noronha, nascido em 18 de março de 1792, símbolo da luta liberal contra o Absolutismo e comandante dos liberais.

O futuro Duque da Terceira, ainda Conde de Vila Flor, cresceu em plena difusão dos ideais liberais e participou nas Guerras Napoleónicas. Vila Flor começou a sua luta pelo Liberalismo no Alentejo e, quando D. Miguel assumiu o poder, tornando-se Rei absoluto, saiu do país. Foi então nomeado Capitão-General dos Açores, voltando a Portugal e instalando-se na Terceira.

Na Ilha, Vila Flor terminou com as discórdias e divisões locais, organizando um exército de defesa do «rochedo da salvação». Comandou, assim, as tropas na famosa Batalha ocorrida a 11 de agosto de 1829, na Praia da Vitória. Iniciou então uma fase de importantes sucessos militares, que o tornaram um comandante de prestígio. Vila Flor comandou ainda as tropas na conquista do restante arquipélago para os ideais liberais.

Em nome de todo o seu empenho pela causa liberal, Vila Flor foi elevado, a 8 de novembro de 1832, a Duque da Terceira, ligando o seu nome ao da Ilha que bem o acolhera e que tivera ao seu lado. Com o apoio de D. Pedro, Vila Flor ultimou ainda o desembarque no continente, tendo comandado os Bravos do Mindelo.

O 1º Duque da Terceira participou nos principais momentos da Guerra Civil, liderando as tropas que libertaram Lisboa em 24 de julho de 1833, estando também ao lado de D. Pedro aquando da abdicação do trono por D. Miguel. O papel de Vila Flor, depois de 1834, passou pela política, liderando vários governos, além de ter sido agraciado com inúmeras distinções honoríficas e condecorações. Morreu em 1860, sem descendência, mas com uma vida recheada de feitos.


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