Confederações exigem de Bruxelas rapidez nas verbas comunitárias

Confederações exigem de Bruxelas rapidez nas verbas comunitárias

 

Lusa/AO Online   Economia   9 de Dez de 2008, 16:20

O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa defendeu hoje que a prioridade do Governo no próximo Conselho Europeu deveria ser insistir na disponibilização ágil das verbas comunitárias para fazer face à crise económica e financeira europeia.
 "Há uma enorme dificuldade [por parte da União Europeia] em mobilizar fundos comunitários com celeridade. O Governo vai invocar e insistir na reunião do Conselho Europeu para agilizar os regulamentos europeus", disse Francisco Van Zeller, dando conta do que o primeiro-ministro José Sócrates lhe transmitiu durante uma reunião conjunta que hoje decorreu em Lisboa.

    "O ano de 2009 é o segredo de poder vencer ou perder a crise por causa dos investimentos", acrescentou.

    José Sócrates reuniu-se hoje com os representantes de quatro confederações patronais, a Confederação da Indústria Portuguesa, Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, Confederação dos Agricultores de Portugal e Confederação de Turismo Português.

    Em nome das quatro entidades, Van Zeller afirmou ainda que Portugal vai insistir junto de Bruxelas na ideia de que a crise não sirva para suspender os grandes projectos.

    O presidente da CIP referiu ainda que um dos pontos da agenda que será debatida no Conselho Europeu desta semana será o Tratado de Lisboa que hoje será aprovado pela República Checa, 26º país a fazê-lo, faltando apenas o voto favorável da Irlanda.

    "A Irlanda é um país que está [actualmente] sob grande pressão. Portugal quer saber qual é a proposta irlandesa, que talvez passe por um novo referendo", acrescentou.

    No Conselho Europeu, Portugal vai defender a redução de emissões de dióxido de carbono e do programa de preparação do tratado renovado de Quioto.

    No encontro do primeiro-ministro com as quatro confederações patronais estiveram também presentes o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, e o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos.

    José Sócrates reunido hoje também com a CGTP, recebendo ainda esta tarde os líderes da UGT.

   
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