Chega alerta para a falta de manutenção no Porto dos Carneiros

O partido Chega/Açores apresentou um requerimento na Assembleia Legislativa Regional para obter informações sobre as ações de limpeza e manutenção realizadas pela Lotaçor no Porto dos Carneiros, na Lagoa.



O partido Chega/Açores criticou o estado de degradação do Porto dos Carneiros, na Lagoa, e fala da acumulação recorrente de algas como sinal de alegado incumprimento das entidades responsáveis pela manutenção da infraestrutura portuária.

Segundo a nota de imprensa enviada pelo partido, a presença de algas invasoras no local não é um fenómeno recente nem inesperado, e refere que é o problema tem vindo a repetir-se todos os anos e que afeta a trabalho dos pescadores. Uma vez que dificulta a saída para o mar e prejudica as condições de operação do porto.

Os deputados do Chega apresentaram um requerimento à Assembleia Legislativa Regional, onde solicitam no documento informações sobre as ações de limpeza feitas pela empresa pública Lotaçor desde a assinatura do contrato de comodato com a Câmara Municipal de Lagoa, em abril de 2025, destinado à gestão e melhoria das condições daquela infraestrutura.

No documento, o partido pede ainda informações sobre os mecanismos de fiscalização, a definição de responsabilidades do acordo e um calendário de intervenções para resolver de forma definitiva a situação da acumulação de algas, lê-se na nota de imprensa.

Olivéria Santos, deputada do partido Chega/Açores, considera que o “porto reflete a falta de fiscalização e de vontade política para resolver problemas estruturais”, e defende que os trabalhadores do mar têm dificuldades acrescidas devido à alegada ausência de manutenção.

Já José Pacheco, líder parlamentar do mesmo partido, afirma que a situação só mostra as falhas na gestão pública e, por isso, defende que devem ser apuradas responsabilidades.

“Quando uma empresa pública falha, o Governo Regional não pode fingir que não vê. Se a Lotaçor tinha obrigações de manutenção e limpeza, então alguém tem de explicar porque razão o porto continua afogado em algas passados tantos meses”, acrescenta José Pacheco na nota de imprensa.


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