Política

César recusa "certidão de óbito" política

César recusa "certidão de óbito" política

 

LUSA/AOnline   Regional   24 de Set de 2011, 12:38

O presidente do Governo Regional dos Açores recusou sexta-feira à noite que lhe passem “uma certidão de óbito” política, voltando a remeter para mais tarde o anúncio da sua decisão sobre uma recandidatura ao cargo.

“Esta entrevista não é uma certidão de óbito. Eu ainda não disse que não era candidato. Eu ainda não defini isso publicamente. Apenas um conjunto de colaboradores sabem qual é a minha decisão, que será oportunamente formulada”, afirmou Carlos César, em declarações aos jornalistas na sexta-feira, nas Flores, onde jantou com o Presidente da República, no âmbito da visita que Cavaco Silva está a fazer ao arquipélago dos Açores.

Reconhecendo que ainda “há muita coisa para fazer nos Açores”, Carlos César enfatizou a necessidade de “trazer uma nova geração para o projeto governativo”, mas nunca ‘levantou o véu’ sobre a decisão que diz já ter tomado acerca de uma eventual recandidatura para a chefia do Governo Regional.

“Não disse que era candidato ou que não era candidato. O que eu acho é que é importante que quem lidera um projeto governativo seja capaz de convocar as novas gerações e de reunir novas ideias, novas energias”, frisou, perante a insistência dos jornalistas.

Uma “nova geração” onde, para Carlos César, a líder do PSD/Açores, Berta Cabral, não tem lugar, pois quando ele próprio se candidatou pela primeira vez às eleições regionais, “já era ela governante” dos Açores.

“Portanto, coisas velhas não é preciso mais”, gracejou.

Questionado se a visita do Presidente da República lhe deu mais força para se recandidatar, Carlos César insistiu na mesma ‘tecla’, reiterando já ter tomado a sua decisão “há muito tempo” e transmitido aos colaboradores mais próximos no final de janeiro.

Contudo, acrescentou, essa decisão só “será explicitada no próximo dia 07 ou 08 de outubro”.

O presidente do Governo Regional dos Açores deixou, contudo, a garantia que, seja qual for a função que no futuro venha a desempenhar, estará sempre “ao serviço dos Açores” e nunca abandonará a atividade cívica.

“Aquilo que eu digo hoje, e que sinto e que posso transmitir com certeza, é que mesmo que seja candidato ou que não seja candidato, mesmo que ganhe eleições ou mesmo que não as ganhasse, o meu comprometimento com o desenvolvimento dos Açores e com a minha atividade cívica é algo permanente e que faz parte de mim”, garantiu.


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