César aponta "cavalos de Tróia" de Passos Coelho

César aponta "cavalos de Tróia" de Passos Coelho

 

Lusa/AO online   Regional   10 de Out de 2012, 15:03

O presidente do PS/Açores, Carlos César, afirmou esta quarta-feira que Marcelo Rebelo de Sousa e Marques Mendes são os "cavalos de Troia" de Passos Coelho nos Açores, onde o líder social-democrata não se desloca para a campanha eleitoral.

“Pedro Passos Coelho mandou aos Açores Marcelo Rebelo de Sousa e Marques Mendes, que são uma espécie de cavalos de Troia”, afirmou Carlos César, salientando que o primeiro-ministro lhe disse, numa reunião que tiveram em meados do ano, que não viria aos Açores na campanha eleitoral para as regionais porque não pretendia confundir as funções de presidente do PSD e de chefe do executivo.

Carlos César, que falava aos jornalistas durante uma ação de campanha nas ruas da Ribeira Grande, em S. Miguel, considerou que o PS/Açores “tem condições” para conquistar um resultado eleitoral que permita “estabilidade e tranquilidade”, frisando que “numa situação difícil, a estabilidade política é fundamental”.

“Um governo com maioria, que permita tranquilidade, é fundamental”, afirmou o líder regional socialista, que é também presidente do Governo dos Açores, sem nunca se referir expressamente a uma maioria absoluta.

Carlos César, que considerou não ter um papel “relevante nestas eleições”, admitiu também que não tem “vocação para sombra”, acrescentando que, se vier a dar algum conselho a Vasco Cordeiro, candidato socialista à presidência do Governo Regional, espera “ser uma luz e não uma sombra”.

Relativamente à possibilidade de o PS vencer as eleições sem maioria e ter que formar coligação, Carlos César frisou que “Vasco Cordeiro é que tem a responsabilidade de constituir governo e fará o juízo adequado para fazer a opção certa”, escusando-se a comentar diretamente a posição do líder regional do CDS-PP, Artur Lima, que exige “poder de veto” para aceitar integrar um futuro executivo.

No mesmo sentido, Vasco Cordeiro admitiu que, caso não consiga uma maioria absoluta falará “com quem quiser falar com o PS”, mas alertou que “as eleições só se ganham com votos entrados nas urnas e é preciso que os açorianos votem no domingo”.

O apelo à mobilização para votar tem sido uma constante no discurso do candidato socialista, que se depara, cada vez mais, na rua com apoiantes que consideram que a sua vitória “está garantida”.

“Está destinado”, frisou uma mulher hoje na Ribeira Grande, respondendo Vasco Cordeiro que “o destino somos nós que o fazemos”, pelo que “é preciso ir votar no domingo”.

Pouco mais à frente, um homem disse-lhe que não ia votar porque “não é preciso, a vitória está segura”, o que levou o candidato socialista a pedir para imaginar “como seria se todos pensassem assim”.


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