Centenas de pessoas na manifestação dos estivadores

Centenas de pessoas na manifestação dos estivadores

 

Lusa/AO online   Economia   14 de Nov de 2012, 14:19

Centenas de pessoas participam esta quarta-feira numa manifestação em Lisboa que junta vários movimentos sociais e os Estivadores de Portugal, num protesto contra as medidas de austeridade do Governo, e durante a qual já foram lançados vários petardos e objetos.

Os manifestantes, que saíram do Cais do Sodré e seguem para o Rossio, vão daqui a pouco juntar-se à ação de protesto convocada pela CGTP, tendo já havido confrontos com a polícia que reforçou o dispositivo com elementos do Corpo de Intervenção.

A manifestação iniciada no Cais do Sodré é liderada pelos estivadores, que empunham um cartaz a dizer: "Tenham vergonha, escutem o povo".

Os manifestantes gritam também palavras de ordem, entre as quais "Passos, ladrão, o teu lugar é na prisão" e "Espanha, Grécia, Irlanda e Portugal, a nossa luta é internacional".

O presidente do sindicato dos estivadores, Vítor Dias, disse à agência Lusa que o protesto é contra as políticas do Governo e a atual lei dos trabalhadores portuários, que põe em causa os postos de trabalho.

O sindicalista adiantou que esta luta é "muito mais do que as políticas de austeridade, mas também contra o desemprego e a precaridade".

Vítor Dias disse ainda que os estivadores, em greve desde setembro, tencionam levar a luta até ao fim.

Ana Rajado, do Movimento sem Emprego, referiu que estes grupos sociais estão solidários com a luta dos estivadores, um setor que luta contra os postos de trabalho e precaridade.

Afirmou ainda que se estão a manifestar contra "as medidas de auteridade, retrocesso e destruição do Estado social".

Outro dos movimentos que participa na manifestação, o Movimento Alternativa Socialista, está na luta para protestar contra as políticas do Governo e para pedir a demissão do executivo de maioria PSD/PP.

Além dos estivadores, do Movimento sem Emprego e do Movimento Alternativa Socialista, participam no protesto Plataforma 15 de Outubro, M12M e Movimento do Cidadão pela Dignidade.



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