Portas sugere "egoísmo" nos estivadores grevistas


 

Lusa/AO online   Economia   14 de Nov de 2012, 15:34

O ministro dos Negócios Estrangeiros sugeriu esta quarta-feira que há "egoísmo" na sucessão de greves convocadas pelos trabalhadores portuários e advertiu que o Governo assumirá responsabilidades em defesa das exportações e em nome do interesse nacional.

Paulo Portas assumiu estas posições na Assembleia da República, durante a fase de discussão na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2013.

Perante deputados das comissões parlamentares de Negócios Estrangeiros e de Orçamento e Finanças, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros referiu-se indiretamente aos dados sobre a quebra das exportações verificada no terceiro trimestre deste ano, alegadamente, em consequência das greves convocadas pelos estivadores.

"As empresas e as exportações portuguesas não merecem o que está a acontecer com a greve dos portos, que objetivamente prejudica gravemente a capacidade das empresas venderem a tempo, cumprirem os seus contratos e estarem dentro dos custos. Tem de haver um espírito e uma atitude nacional que proteja as empresas e as exportações portuguesas desta sucessão de greves", começou por apontar o líder do CDS.

Depois, Paulo Portas deixou uma advertência aos grevistas, dizendo que está a terminar "o tempo para trabalhadores e empregadores chegarem a um acordo".

"Se o Governo tiver de assumir responsabilidades, deve assumi-las em nome do interesse nacional, porque exportar bem e a tempo faz parte do interesse nacional", disse.

O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, reagiu imediatamente a este aviso feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, contrapondo que o conflito laboral se revolve "rapidamente" se o Governo "retirar a proposta de lei iníqua para tornar mais precários estes trabalhadores".

Paulo Portas voltou ao tema da greve dos estivadores e referiu então ao líder parlamentar do PCP que "as classes portuárias não estão entre as mais desfavorecidas do país".

"Chamo a atenção do senhor deputado [Bernardino Soares] que há algum egoísmo nestas greves, não só por aquilo que prejudica o país nas exportações, mas também porque não estamos a falar de classes profissionais que, pelo seu salário, estejam entre as mais desfavorecidas", observou o membro do Governo.

Bernardino Soares e Paulo Portas apresentaram também dados divergentes sobre a greve geral convocada pela CGTP-IN, com o líder parlamentar do PCP a sustentar que 40 embaixadas e consulados estão hoje encerrados.

O ministro dos Negócios Estrangeiros contrapôs que, dos postos avaliados até às 13:00 horas de hoje, "de 34 só seis tinham sido afetados, três dos quais setores consulares".

"É a modesta informação que lhe p



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