Açoriano Oriental
CDU quer mar até às 300 milhas
O coordenador regional da CDU e o candidato da coligação ao Parlamento Europeu, Aníbal Pires e Carlos Ribeiro, acusaram os candidatos do PS e PSD, Luís Paulo Alves e Maria do Céu Patrão Neves, de pertencerem a duas famílias políticas na Europa (PSE e PPE) que não terão em consideração as especificidades do arquipélago. (Com ficheiro áudio)

Autor: Paulo Faustino

Sobretudo depois de terem subscrito o Tratado de Lisboa que, entre outras coisas, reduz os mares da Zona Económica Exclusiva (ZEE) dos Açores das 200 para as 100 milhas. Mas os comunistas querem aumentá-la até às 300 milhas.

“Estão a prometer tudo o que não vão fazer, porque ambos vão a favor das suas famílias políticas, mas a CDU vota de acordo com a sua consciência e os deputados da CDU sempre defenderam com grande dedicação os problemas específicos dos Açores”.

Exemplo disso é a proposta apresentada à Comissão Europeia para a criação de um Programa Extraordinário de Apoio à Região, com uma comparticipação financeira de 85% para projectos de sectores produtivos que minimize os custos com factores de produção, transporte e comercialização da produção regional, incluindo a sua valorização.

Os comunistas, que esta quinta-feira vincaram as propostas da CDU no quadro da União Europeia (UE), defendem a criação de um Plano Específico para os Açores, que salvaguarde as especificidades desta região ultraperiférica e minimize os constrangimentos decorrentes da insularidade.

Faz também parte das intenções da CDU em Bruxelas propor um plano integrado de transportes aéreos e marítimos, de passageiros e mercadorias, e das infra-estruturas e equipamentos, que baixe os custos dos transportes e possibilite a colocação dos produtos “made in” Açores a preços concorrenciais no exterior.

Acresce a luta que a CDU se compromete fazer - “sem baixar os braços” - para a manutenção das quotas leiteiras.

Os comunistas preconizam o aumento das quotas para a Região correspondente à capacidade produtiva instalada.

Carlos Ribeiro quer incentivar a modernização e competitividade da agricultura, privilegiando a promoção e exportação de produtos regionais de qualidade natural, entre os quais leite e lacticínios, carne, beterraba e açúcar, vinho, ananás, tabaco, chá, floricultura e hortofruticultura.

Quanto ao mar, o candidato entende que deverá lutar-se para que sejam repostas as 200 milhas da ZEE e que esta passe a estender-se até às 300 milhas atendendo ao imperativo de protecção da biodiversidade marinha existente na crista oceânica.

Aníbal Pires disse que os Açores não poderão contar com a ajuda do Ministro da Agricultura e de Durão Barroso, que “fugiu” para Bruxelas.

Na sua óptica, a Região deve fazer lobby a sério em Bruxelas, dispensando agências que só servem para gastar em “salários e viagens” o dinheiro que deveria vir para os açorianos.
 
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