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CDU quer mais voos para Santa Maria e ligações marítimas regulares no grupo oriental

A CDU defendeu esta sexta feira, em Santa Maria, a necessidade de reforçar os transportes aéreos para a ilha para que esta mantenha a “centralidade” nas escalas técnicas de aviões, pedindo também ligações marítimas regulares com São Miguel.

CDU quer mais voos para Santa Maria e ligações marítimas regulares no grupo oriental

Autor: AO Online/ Lusa

A “necessidade de reforço de transportes aéreos para Santa Maria” e a manutenção da “importância relativamente às escalas [técnicas] de aviões”, para que a ilha mantenha “essa centralidade” foram as principais questões apontadas pelo coordenador regional do PCP, Marco Varela.

Em declarações por telefone à Lusa, o candidato da CDU, coligação entre os PCP e Os Verdes, pelos círculos do Corvo e de compensação realçou ainda que deve ser criada “uma ligação regular entre Santa Maria e São Miguel”, por via marítima, utilizando um “navio misto, de passageiros e carga, que desse para transportar carros”, como “forma de contribuir para o desenvolvimento da ilha”.

De visita à ‘ilha do Sol’, o líder comunista reuniu com o conselho executivo da Escola Básica e Secundária de Santa Maria, onde lhe foram transmitidas questões como a “necessidade de obras de melhoria e reabilitação da escola”, a “remodelação do mobiliário” e a “aquisição de equipamentos informáticos”.

Quanto ao corpo docente, sublinhou a “necessidade de se olhar para os incentivos à fixação, alterá-los e reforçá-los”.

Marco Varela apontou ainda para a questão dos programas ocupacionais, referindo que, naquela escola, há um “conjunto de trabalhadores que, quando o programa acabar, em 2026, não têm a certeza de virem a ter contrato com vínculo permanente”.

Num dia em que contactou também com a população mariense, acompanhado por candidatos e ativistas da CDU de Santa Maria, adiantou que, à semelhança do que tem acontecido nas outras ilhas, as “largas dezenas, ou até centenas, de pessoas” com quem falou mencionaram a “necessidade de mudança, necessidade de não haver maioria absoluta, independentemente de quem vier a ganhar as eleições”.

“Para isso acontecer, é preciso haver um reforço efetivo da CDU”, concluiu.

A campanha eleitoral decorre entre 11 e 23 de outubro, estando o sufrágio marcado para o dia 25.

Nas eleições regionais açorianas existe um círculo por cada uma das nove ilhas (São Miguel, Terceira, Faial, Pico, São Jorge, Graciosa, Santa Maria, Flores e Corvo) e um círculo regional de compensação, reunindo os votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

Ao todo, são 13 as forças políticas que se candidatam aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.

A CDU concorre por todos os círculos eleitorais.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.

Vasco Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve 16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e último mandato como chefe do executivo.


 
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