Açoriano Oriental
CDU quer Estado e UE a financiar passagens aéreas mais baratas
O líder do PCP/Açores e candidato a deputado nas eleições regionais de domingo, Aníbal Pires, exigiu quarta-feira que o Estado e a União Europeia (UE) financie passagens aéreas mais baratas para os açorianos.
CDU quer Estado e UE a financiar passagens aéreas mais baratas

Autor: Lusa/AO online

Numa declaração aos jornalistas no aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, num âmbito de uma ação de campanha eleitoral para as eleições regionais, o dirigente comunista lembrou que um açoriano paga 300 euros para chegar à capital do país, valor muito superior ao que paga “um minhoto, um algarvio ou um transmontano”.

“Nós temos o mesmo direito à mobilidade e ao não isolamento que qualquer cidadão português”, frisou Aníbal Pires, acrescentando que este “não é um problema exclusivamente da região, é um problema nacional e diria mesmo, um problema europeu”.

Para o líder dos comunistas açorianos, a redução do custo das tarifas aéreas entre os Açores e o Continente deve ser assegurada através do “aprofundamento da condição de ultraperiferia”.

No seu entender, o Estado, em conjunto com os Açores, deve encontrar junto da UE “soluções para a redução das tarifas aéreas”, porque o custo das passagens “continua a ser um constrangimento ao desenvolvimento da economia regional”, além de ser “profundamente injusto” para os açorianos.

Questionado pelos jornalistas sobre que valor consideraria justo para o custo de uma passagem aérea entre os Açores e o Continente, Aníbal Pires recusou-se a dizê-lo, por entender que isso “é tratar a questão de forma pouco séria”.

“Temos de ter passagens de baixo custo”” insistiu o líder do PCP/Açores, para quem a companhia aérea açoriana SATA, devia comportar-se como uma empresa “low-cost”, já que presta uma serviço público aos açorianos.

“Nós temos de garantir um serviço público para os residentes que se deslocam ao Continente por necessidade, para ir ao médico e para ir trabalhar, e não apenas para passar férias”, recordou Aníbal Pires.

No seu entender, esta regra aplica-se também às ligações aéreas entre as ilhas, que deviam ter igualmente um “baixo custo”, de modo a dinamizar o comércio interno e diminuir os custos de produção para algumas atividades económicas.

O dirigente comunista manifestou também o seu desagrado em relação à possível privatização da ANA – Aeroportos e Navegação Aérea, por entender que isso vai “trazer ainda mais problemas” aos aeroportos açorianos geridos por aquela empresa.

 
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