CDS-PP diz ser a alternativa política nos Açores e pede região "mais justa"

CDS-PP diz ser a alternativa política nos Açores e pede região "mais justa"

 

Lusa/AO Online   Regional   30 de Nov de 2018, 09:00

O CDS-PP dos Açores definiu-se como "a alternativa política" ao executivo regional, do PS, vincando estar "do lado dos açorianos" na defesa por uma região "mais justa e solidária".

"Somos uma oposição que os açorianos reconhecem e podem confiar. Os açorianos sabem que somos a oposição a este Governo, mas sabem que nunca seremos oposição às suas legítimas reivindicações e expetativas", defendeu o líder do CDS-PP/Açores e líder do partido no hemiciclo da região, Artur Lima.

O deputado falava na Horta, ilha do Faial, na sessão de encerramento do debate na generalidade das propostas de Plano e Orçamento da região para 2019.

Os documentos integrarão algumas propostas dos centristas, tendo inclusive o presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, elogiado a postura "construtiva" do partido.

Na sua intervenção no plenário, Artur Lima deixou a garantia de que se os contributos centristas para o documento "merecerem a aprovação da maioria" haverá uma "resposta favorável do CDS a este Orçamento e a este Plano".

Mais condições para os estágios pedagógicos, um prémio financeiro para os que acedem ao ensino superior, redução de listas de espera na saúde, formação em emergência médica dos profissionais das ilhas sem hospital, alargamento do complemento aos doentes oncológicos ou a "proteção e a estabilização da zona costeira da fajã das Pontas, na ilha de São Jorge" são algumas das propostas centristas que vão a votação na sexta-feira.

A proposta de Orçamento dos Açores para 2019, cujo debate e votação sucedem até sexta-feira, tem um valor global de 1.604,8 milhões de euros e pretende ser, diz o executivo regional, um documento de "confiança" e "previsibilidade" no trajeto económico.

Dos mais de 1,6 mil milhões de euros do orçamento, um total de 205,6 milhões de euros diz respeito a operações extraorçamentais.

"Prevê-se que as despesas de funcionamento dos serviços e organismos da administração regional atinjam os 887,5 milhões de euros, sendo financiadas quase integralmente pelas receitas próprias, que se estimam em 742,3 milhões de euros, o que corresponde a uma taxa de cobertura de 83,6%", indica a proposta.

O parlamento dos Açores debate e vota esta semana o Orçamento, sendo que o PS, partido que suporta o Governo Regional, tem maioria absoluta no hemiciclo.

No ano passado, o Orçamento foi viabilizado com os votos a favor do PS, tendo todos os partidos da oposição, PSD, CDS-PP, BE e PPM, votado contra o documento.

Igual votação foi registada no Plano de Investimentos, aprovado pela maioria parlamentar socialista e a oposição daqueles partidos.

O PCP, com um deputado, não esteve presente nesse plenário.



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