Cáritas defende que refundação deve começar pelos salários principescos

Cáritas defende que refundação deve começar 
pelos salários principescos

 

Lusa/AOonline   Nacional   16 de Nov de 2012, 12:06

O presidente da Cáritas Portuguesa disse esta sexta-feira que a verdadeira refundação do país exige novos estilos de vida aos portugueses.

 

Na abertura do último Conselho Geral do ano da Cáritas Portuguesa, em Fátima, Eugénio Fonseca admitiu que “a superação desta crise reclama novos estilos de vida”, mas sustentou que não devem ser apenas as classes pobres a cumprir esta obrigação.

“Reconhecemos que o país está a empobrecer, mas não podemos assumir isso como um objetivo, mas tão só e infelizmente como uma consequência das medidas de austeridade impostas, que têm penalizado aqueles que já eram pobres e passaram a viver na miséria e os remediados que caíram nos braços da pobreza”, sublinhou no discurso que deu início aos trabalhos que se prolongam até domingo.

“Hoje, o risco de se pisar a fronteira do desrespeito pela dignidade humana é muito maior”, alertou Eugénio Fonseca, lembrando que “há direitos que são intocáveis porque colidem com a sobrevivência digna dos seres humanos”, tais como “o acesso a uma alimentação equilibrada, a uma habitação condigna, a cuidados de saúde e à escolarização”.

O presidente da Cáritas explicou que “aos pobres de sempre juntaram-se outros com um perfil bem diferente e que esperam dos governos e das sociedades respostas também bem diferentes”.

Afinal, defendeu, “os empobrecidos de hoje não pedem apenas pão, mas querem sobretudo que os ajudemos a superar causas que os obrigaram a cair nesta situação”, expressando a convicção de que a Cáritas ainda não esgotou as suas potencialidades na ajuda aos mais necessitados.

“Mais do que nunca, queremos ser profetas da esperança”, assinalou, admitindo, contudo, “a angústia” em que se vive porque “ninguém sabe quando é que esta situação [crise] termina”.

 


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