Irão

Bruxelas sem preocupações imediatas no abastecimento de petróleo

A Comissão Europeia garantiu não ter “preocupações imediatas” quanto à segurança do abastecimento energético à União Europeia (UE), apesar do impacto do conflito no Médio Oriente no estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial



“A nossa análise aponta para que não haja preocupações imediatas quanto à segurança do abastecimento na UE. Solicitámos aos nossos Estados-membros que partilhem connosco as suas avaliações nacionais até ao final do dia de hoje e iremos reunir um grupo de coordenação do petróleo nas próximas 48 horas”, disse a porta-voz do executivo comunitário para a Energia, Anna-Kaisa Itkonen, na conferência de imprensa diária da instituição, em Bruxelas.

Numa altura em que as tensões no Médio Oriente colocam o abastecimento de petróleo e de gás sob pressão e levam a subidas nos preços, dados os ataques iniciados por Israel e Estados Unidos ao Irão e a resposta iraniana, a porta-voz admitiu que a questão está a ser discutida pela Comissão Europeia, tanto num colégio de segurança realizado hoje, como num debate de orientação sobre os preços da energia que se realiza na sexta-feira.

“Não comentamos aqui os preços da energia, mas é evidente que a configuração das rotas e dos padrões de transporte globais é algo que, a longo prazo, determinará também a estrutura dos preços”, assinalou.

Já quanto questionada sobre um eventual impacto no abastecimento de gás à UE, Anna-Kaisa Itkonen garantiu que o armazenamento atual no espaço comunitário ronda os 30%, “ainda dentro dos limites estabelecidos pela União para definir o fim do inverno em níveis adequados e garantir o reabastecimento durante o próximo verão”.

“Por isso, não estamos a tomar quaisquer medidas de emergência ou algo do género. Não há escassez, não há emergência. As importações de gás estão bem diversificadas e isso é algo a que temos prestado muita atenção nos últimos anos”, adiantou, assinalando que Bruxelas está pronta para convocar um grupo de coordenação para este combustível fóssil “se houver necessidade”.

O conflito entre Israel e o Irão pode afetar a segurança energética da UE sobretudo de forma indireta, já que a instabilidade na região do Golfo Pérsico tem impacto global, especialmente se houver riscos para o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

Qualquer perturbação nessa rota faz subir os preços internacionais do petróleo e do gás, afetando os países comunitários.

Atualmente, a UE importa petróleo principalmente dos Estados Unidos, da Noruega, do Iraque, da Arábia Saudita, do Cazaquistão e da Nigéria.

No que toca ao gás natural, os principais fornecedores são a Noruega, os Estados Unidos (sobretudo gás natural liquefeito), o Qatar, a Argélia e o Azerbaijão, tendo a dependência da Rússia diminuído significativamente desde 2022 dada a invasão russa da Ucrânia.

Ainda assim, vários destes fornecedores exportam através da região do Golfo, o que, face a um conflito mais alargado, pode significar volatilidade nos mercados, aumento de preços e pressão económica na Europa.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.


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Relação tinha confirmado a pena máxima para “Afonso”, mas Supremo Tribunal de Justiça considerou “excessivos” os 25 anos de prisão por ter abusado sexualmente do filho menor durante cinco anos. Isto depois de já ter cumprido pena por ter abusado da sobrinha