Política

BE defende quota de produtos açorianos junto das grandes superfícies

BE defende quota de produtos açorianos junto das grandes superfícies

 

Lusa/AO online   Regional   5 de Out de 2012, 15:49

O BE/Açores defendeu hoje "a imposição de uma quota de produtos açorianos" nas grandes superfícies para assegurar o escoamento dos produtos regionais no mercado regional e exterior, advertindo que "a Marca Açores não é a Marca Branca".

“O Governo tem que defender a sua economia. Não podemos estar numa região de leite e comprarmos Mimosa no supermercado. Não podemos estar a produzir alfaces e ao mesmo tempo estar a comprá-las, ainda que mais barato, vindas de fora”, afirmou Zuraida Soares, coordenadora regional do BE/Açores e cabeça de lista do BE/Açores pelo círculo de São Miguel. O BE/Açores, que hoje tinha escolhido como tema de campanha a reabilitação urbana, através da exibição de faixa num prédio em ruínas, acabou por mudar de planos, devido ao mau tempo, e abordar a questão da agricultura numa visita ao Mercado da Graça em Ponta Delgada. Neste mercado agrícola, onde se concentram muitos produtores locais, Zuraida Soares frisou que são necessárias "propostas concretas para os bons produtos açorianos" e para garantir o seu escoamento e comercialização, acrescentando que tal "pode ser feitor impondo às grandes superfícies uma quota de produtos açorianos que aqueles estabelecimentos têm que comprar a um preço justo e comercializar internamente e externamente". Para Zuraida Soares, esta quota que "o Governo açoriano tem que impor às grandes superfícies" seria também uma forma de "obrigar quem recebe incentivos com dinheiros públicos para se instalarem, de darem contrapartidas ao local e à região onde se estabelecem". Para a dirigente bloquista, na "atual crise" o Governo "tem que ser mais veemente" na defesa da marca Açores, dando como exemplo o caso do leite. “A marca Açores não é a marca Branca. E é a marca Açores que tem que ser defendida e levada para fora como uma marca de valor e qualidade e dos nossos produtores e não é investir na marca branca que nós não temos nada a ver com isso”, afirmou. O BE/Açores alertou ainda para a alegada falta de rapidez na aprovação de projetos para candidaturas a incentivos nesta área, alegando que os mesmos "chegam a ficar na gaveta à espera de uma resposta ano e meio e mais". Zuraida Soares chamou a atenção para "o impacto na lavoura açoriana do fim das quotas leiteiras", reafirmando que "a Ministra da Agricultura deve recusar assinar a PAC sem que na revisão esteja garantida uma cláusula de exceção para os Açores". “A ministra da Agricultura não pode vir à região fazer campanha pelo CDS-PP ao lado do doutor Artur Lima dizendo que esta a lutar pelas quotas ao mesmo tempo que assina na União Europeia regulamentos e processos que já dão como inevitável e, como um fato consumado, o fim das quotas leiteiras. Isto é ter duas caras e não fica bem em termos de coerência politica”, apontou.


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