A terceira edição do Azores Food Lab, anteriormente designado de Week Food Lab, tem como objetivo “qualificar e valorizar a gastronomia açoriana” através de formação que permita “criar pontes entre os saberes tradicionais e as técnicas contemporâneas”. O evento vai-se realizar entre os dias 26 e 31 de outubro, no Pavilhão do Mar, em Ponta Delgada.
No dia 27, irá decorrer a conferência “Gastronomia Atlântica, Identidade, Tradição e Turismo” que irá refletir sobre a “importância da formação e o seu potencial para criar oportunidades de valor acrescentado junto da restauração local”. Já nos dias 29, 30 e 31, serão organizados jantares elaborados pelos chefes convidados. Estarão também disponíveis ações de formação de nível básico, abertas ao público em geral, para “cozinheiros e curiosos que queiram melhorar as suas competências culinárias”.
Este ano, o Azores Food Lab contará com a participação nacional da chef Angélica Salvador, do restaurante In Diferente, do chef Tiago Bonito do restaurante Éon, ambos no Porto, e do chef Diogo Formiga, do restaurante Encanto, em Lisboa.
A nível internacional, o evento vai contar com o chef Sam Lawrence do restaurante Bridges, situado em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Norman St-Pierre, do restaurante Narval, no Quebec, Canadá, também vai marcar presença.
Os chefs terão a oportunidade de conhecer produtos regionais, através de um “programa de imersão local”, com visitas a produtores. Este contacto permitirá trazer para as formações “os sabores e a identidade açoriana, através da utilização de ingredientes autóctones nas suas criações e da partilha de novas técnicas e abordagens com profissionais e estudantes”.
As formações de Sala, Bar e Vinhos contarão com Augusto Brumatti, Head Sommelier do Vila Vita Parc Resort, no Algarve. Já Pedro Marques, Chef de Restaurante do Gastronómico, que se situa no hotel The Yeatman e Sara Marques, Sommelier do restaurante Le Monument, ambos no Porto, farão igualmente parte das iniciativas.
O Açoriano Oriental teve a oportunidade de conversar com Eládio Braga, presidente da Associação para a Valorização Económica dos Açores (AVEA), entidade organizadora do Azores Food Lab.
Nas suas declarações, ficou patente o “orgulho enorme” em organizar o evento que tem o papel de servir de “ligação entre formação, produção local e gastronomia de qualidade”.
Apesar da satisfação sentida pelos responsáveis, acabam por existir desafios inerentes à organização do evento.
“O verdadeiro desafio tem sido sempre a logística. Temos de perceber de que forma podemos trazer os chefes e, naturalmente, alojá-los. Contudo, o que nós pretendemos é que, depois, exista sensibilidade dos nossos parceiros, das entidades privadas e públicas, para que possamos garantir a sustentabilidade do evento”, indica o dirigente.
“A principal preocupação é garantir a sustentabilidade, para que este evento não pare, que continue e que, ao longo dos anos, possa promover a qualificação que nós queremos na oferta turística, por exemplo”, acrescenta.
Eládio Braga também deixou claro quais os objetivos desta terceira edição. “Todos os anos, tentámos que haja uma temática central no evento. Este ano, decidimos dar um foco muito grande na identidade, na tradição e na autenticidade do serviço e dos produtos que nós temos para quem nos visita e também para os locais”, refere.
A programação e as participações especiais do Azores Food Lab foram reveladas no restaurante Anfiteatro, em Ponta Delgada. Na cerimónia estiveram presentes quatro turmas de cursos profissionais, ligadas às áreas do turismo e da restauração.
