Europeias

Atual assessor do PR Pedro Sande será cabeça de lista pelo Aliança - Expresso


 

Lusa/Ao online   Nacional   1 de Dez de 2018, 11:02

O especialista em Assuntos Europeus e atual assessor do Presidente da República Paulo Sande será apresentado no domingo como o cabeça de lista do Aliança, avançou este sábado o semanário Expresso, que cita o líder do partido, Pedro Santana Lopes.

De acordo com o jornal, o ex-chefe da delegação do Parlamento Europeu em Portugal será apresentado no domingo pelas 20:00 num hotel em Lisboa.

O nome foi "fechado" há cerca de duas semanas e, segundo o Expresso, Pedro Sande não irá aderir à Aliança, será um candidato independente, escolhido com base nos pressupostos de "credibilidade e inovação (uma cara nova na política".

"É um candidato de luxo", comentou Pedro Santana Lopes, citado pelo jornal, referindo-se ao curriculum do candidato que "há anos se move nos meios europeus".

Para o combate político, área em que Paulo Sande é inexperiente, Santana Lopes contará "consigo próprio".

Paulo Sande foi próximo de Mário Soares e Ernâni Lopes nos anos 1980 mas situa-se, como Santana, no centro-direita.

Segundo o Expresso, Santana Lopes optou por não se candidatar porque não quer sair do país "mas vai aproveitar as europeias para fazer o tirocínio para as eleições".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, conta o jornal, reagiu à escolha de Santana Lopes com naturalidade e na conversa que teve com Pedro Sande disse-lhe que se for eleito sai de Belém e se não for pode ficar.

A seis meses das eleições europeias, apenas CDS-PP e BE tinham até agora apresentado como cabeças de lista os repetentes Nuno Melo e Marisa Matias. Os restantes partidos têm remetido para final do ano ou início do próximo o anuncio dos seus candidatos.

Foi em março - a mais de um ano das eleições de 26 de maio de 2019 - que a líder do CDS-PP, Assunção Cristas, aproveitou o Congresso de Lamego para anunciar Nuno Melo como primeiro nome e revelar outros três candidatos, Mota Soares, Raquel Vaz Pinto e Vasco Weinberg, cuja ordenação está dependente da aprovação ou não da nova lei da paridade.

Em 2014, PSD e CDS-PP concorreram coligados, e conseguiram sete lugares no Parlamento Europeu (seis para os sociais-democratas, um para os democratas-cristãos).

À esquerda, a coordenadora no Bloco, Catarina Martins, aproveitou a XI Convenção Nacional de há três semanas, em Lisboa, para anunciar o nome da sua única eurodeputada Marisa Matias para voltar a encabeçar o rol de candidatos bloquistas ao Parlamento Europeu, que visam “reforçar a sua representação”, segundo fonte do BE.

O PS, que nas europeias de 2014 foi o partido mais votado e conseguiu eleger oito eurodeputados, volta a apontar como meta ganhar e novamente com uma lista totalmente paritária: “Ter mais votos e, se possível, mais mandatos”.

Pelo PSD, a vice-presidente e coordenadora de Assuntos Europeus do Conselho Estratégico Nacional, Isabel Meirelles, escusou-se a apontar um ‘timing’ para a apresentação dos candidatos, recordando que o presidente do partido, Rui Rio, já manifestou o desejo de adiar o mais possível o clima de campanha eleitoral.

Na habitual Coligação Democrática Unitária (CDU – PCP e “Os Verdes”), que terá ainda de ser aprovada em Conselho Nacional do PEV e pelo Comité Central comunista, o “primeiro candidato ao Parlamento Europeu será anunciado em momento oportuno”, limitou-se a dizer fonte comunista, sem precisar uma data concreta.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, em declarações públicas já se referiu ao eurodeputado João Ferreira como um “bom candidato” e adiantou que o futuro cabeça de lista da CDU sairá de entre o lote de três deputados do partido atualmente no Parlamento Europeu.

Os dirigentes do PAN, que obteve a sétima posição nas Europeias2014, só querem falar do nome do seu cabeça de lista e objetivos eleitorais num evento formal de apresentação da candidatura, na primeira semana de dezembro.

O Movimento Partido da Terra (MPT) (tal como o PCPTP-MRPP) não respondeu às questões colocadas pela Lusa, mas os dois eurodeputados que este partido elegeu em 2014 fizeram-no.

António Marinho Pinto e José Inácio Faria consideram ainda prematuro falar em recandidaturas. No caso do primeiro, se o fizer será pelo seu novo partido, o PDR, enquanto o segundo admite que, se tal acontecer, dificilmente será pelo MTP, que lhe retirou em outubro a confiança política.

O Livre, que em 2014 conseguiu 70 mil votos mas não elegeu qualquer eurodeputado, tem como objetivo precisamente um lugar em Estrasburgo.

Questionado pela Lusa se será novamente cabeça de lista, Rui Tavares admitiu que tem sido encorajado a avançar, mas remeteu essa decisão para quando se iniciar o processo de primárias do Livre, no início do próximo ano, e em que quem desejar ser candidato se apresenta a votos.




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