Assunção Cristas anuncia pagamento antecipado de ajudas agroambientais de 13,7 ME

Assunção Cristas anuncia pagamento antecipado de ajudas agroambientais de 13,7 ME

 

LUSA / Ao online   Regional   31 de Ago de 2012, 17:02

O Governo iniciou hoje o pagamento antecipado de ajudas agroambientais aos agricultores, no valor de 13,7 milhões de euros, anunciou a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, durante uma visita às ilhas do Faial e do Pico, nos Açores.

Assunção Cristas, que se deslocou ao arquipélago na qualidade de vice-presidente do CDS-PP, afirmou à Lusa que se trata de um "esforço de antecipação" dos apoios destinados ao setor agrícola, no âmbito das medidas agroambientais e de compensação pelas intempéries que o executivo decidiu pagar mais cedo.

A ministra, que falava no final de uma visita à Cooperativa Agrícola de Laticínios do Faial (CALF), defendeu, por outro lado, a necessidade de uma maior valorização do leite produzido nos Açores devido ao previsível fim do regime de quotas leiteiras na União Europeia.

Para Assunção Cristas, a "guerra" pela manutenção do regime de quotas leiteiras "ainda não está terminada", apesar de reconhecer que "é difícil" reverter a decisão já anunciada pela Comissão Europeia.

"Seria necessário uma maioria qualificada de dois terços para reverter essa decisão", frisou a ministra, para quem é importante encontrar "mecanismos de apoio" para os agricultores açorianos ao abrigo das ajudas às regiões ultraperiféricas da Europa.

Assunção Cristas deslocou-se depois à vizinha ilha do Pico, onde visitou a Cooperativa Vitivinícola para se inteirar dos problemas resultantes da fraca produção de vinho prevista para este ano devido às más condições climatéricas.

Os vitivinicultores estimam uma quebra na produção de vinho de cerca de 80 por cento, em comparação com a média dos anos anteriores, mas a ministra da Agricultura não se quis comprometer com uma ajuda financeira concreta para este caso.

"Nuns anos corre melhor, noutros pior", afirmou, acrescentando que a "instabilidade" é um dos fatores mais marcantes desta atividade, sobretudo quando se verificam "constrangimentos ambientais".

Assunção Cristas admitiu, no entanto, que é necessário encontrar mecanismos que possam assegurar um "rendimento sustentável" para os vitivinicultores, de forma a não colocar "em risco a própria atividade".


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