Alta Tensão

Assembleia popular em Leiria aprova realização de dois abaixo-assinados


 

Lusa/AO Online   Economia   8 de Nov de 2009, 11:04

Cerca de 60 pessoas aprovaram hoje em Pousos, concelho de Leiria, a realização de dois abaixo-assinados contra a localização de linhas de muito alta tensão próximo de habitações e a ausência de informação sobre a sua instalação.

A decisão foi tomada por unanimidade numa assembleia popular que pretendeu sensibilizar sobre os efeitos das linhas de muito alta tensão que vão cruzar onze freguesias do município de Leiria no âmbito do traçado entre Batalha e Lavos.

No primeiro abaixo-assinado, a ser enviado ao governador civil de Leiria, primeiro-ministro e presidente da Assembleia da República, os subscritores manifestam a sua indignação pelo facto de “não ter havido informação nem debate público adequado” sobre esta obra pública.

Solicitam ainda diligências para que, “de futuro, a população seja ouvida e esclarecida em tempo útil, nomeadamente durante o período de discussão pública”.

O segundo abaixo-assinado, dirigido ao presidente da REN - Redes Energéticas Nacionais, reclama “o afastamento em pelo menos 200 metros das linhas de muito alta tensão do traçado Batalha-Lavos de edifícios de habitação e de equipamento colectivo”.

O pedido segue-se à constatação de que, apesar das “preocupações relacionadas com a exposição aos campos electromagnéticos aos mais diversos níveis” que têm sido alvo de estudo, não existe qualquer “consolidação científica que garanta a ausência de efeitos adversos para a saúde humana derivados da exposição prolongada” aos campos com origem em linhas de distribuição e transporte de energia eléctrica de alta tensão.

Por outro lado, os signatários afirmam que o “princípio da precaução” sustenta que “a ausência de certeza científica formal, a existência de risco ou dano sério ou irreversível requer a implementação de medidas que possam prever esse dano”.

Os abaixo-assinados, encetados no final da assembleia popular, vão agora ser remetidos às populações das freguesias de Barreira, Cortes, Pousos, Santa Eufémia, Marrazes, Boa Vista, Milagres, Bidoeira de Cima, Souto da Carpalhosa, Bajouca e Monte Redondo.

No encontro estiveram presentes a presidente do Movimento Nacional contra a Alta Tensão em Zonas Habitadas e o presidente da Associação de Moradores do Celeiro e Lugares Limítrofes, no concelho da Batalha.

Ambos testemunharam os problemas decorrentes da instalação de linhas de muito alta tensão junto a habitações e os efeitos desta situação.

Também presente esteve o representante de moradores da Curvachia, Cortes, que defendeu a conjugação de esforços das populações das freguesias afectadas.

Francisco Carvalho sugeriu ainda travar o avanço das linhas no âmbito do traçado Batalha-Lavos através de uma acção judicial, decisão que deverá ocorrer na próxima semana.


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