ANAREC quer 'low-cost' na atual rede de distribuição

ANAREC quer 'low-cost' na atual rede de distribuição

 

Lusa/AO online   Economia   10 de Out de 2011, 18:30

 O presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC) disse hoje recear que a intenção do Governo de aumentar a oferta de combustíveis ‘low cost’ possa significar abrir mais postos de abastecimento

“A nossa preocupação é que sejam criados mais postos de abastecimento, porque a proliferação de postos de abastecimento acabará por matar os existentes, analisando a situação dos atuais 2.500, tendo em conta o decréscimo do consumo”, disse hoje à Lusa o presidente da ANAREC, Virgílio Constantino.

Em declarações à Lusa, Virgílio Constantino adiantou que os postos de combustível atravessam “gravíssimas dificuldades financeiras”, considerando que o mais conveniente é “ajustar a rede existente à oferta ‘low cost’, proposta que pretende fazer ao ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira.

“Temos uma audiência pedida ao ministro da Economia para perceber qual é a intenção do Governo nesta matéria e propor que o projeto tenha em conta que a rede existente é suficiente”, declarou.

Para o porta-voz dos revendedores de combustíveis, “depois de, na passada sexta-feira, o ministro da Economia ter anunciado, na comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas, a intenção de criar uma rede de postos de abastecimento de combustível ‘low cost’, a ANAREC reitera o interesse e a disponibilidade de todos os seus associados em dar o seu contributo para a comercialização deste produto ‘low cost’ nos seus postos de abastecimento”.

Virgílio Constantino sustenta que “já existem em Portugal 2.500 postos de combustíveis e que uma grande parte vive já com sérias e graves dificuldades”, defendendo que “alargado a toda a rede de revendedores de combustíveis, este produto tornará o setor mais competitivo”.

A ANAREC defende que “através da disponibilização de combustíveis ‘low-cost’, através da rede nacional de revendedores, o consumidor poderá passar a adquirir/escolher, nos postos de revenda de combustíveis tradicionais, o produto com o qual quer abastecer o seu veículo”.

Desde o início do seu mandato, Virgílio Constantino lamenta a falta de competitividade do sector da revenda de combustíveis, considerando que seria bom para todos os revendedores poderem vender também um produto mais barato nos seus postos de abastecimento.

O Automóvel Club de Portugal (ACP) considerou positivo” o anúncio do Governo da criação de uma rede de postos de combustível low-cost: “No contexto económico em que Portugal se encontra, a criação de uma rede de postos 'low-cost', mais do que um elementar direito do consumidor, é da maior urgência”.

No entanto, a organização mostra preocupação sobre a forma como este modelo vai ser concretizado, salientando não ser tempo de “fazer anúncios no ar” e deixar os contribuintes na expetativa.


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