Amazon prepara entregas em 30 minutos através de drones


 

Lusa/AO online   Economia   2 de Dez de 2013, 15:01

A Amazon está a preparar-se para fazer entregas em 30 minutos nos grandes centros urbanos recorrendo a drones, anunciou o presidente da empresa durante uma entrevista ao programa de televisão da CBS '60 Minutos'.

 

"São realmente drones, mas não há razão para que não possam ser usado como veículos de distribuição" dos produtos que o popular site norte-americano vende, disse Jeff Bezos durante a entrevista, na qual explicou que esta ideia pioneira tem algumas limitações.

Para além das questões de segurança que têm de ser preparadas, "para garantir que o drone não aterra em cima da cabeça de ninguém", a Amazon terá também de ter autorização do regulador da aviação norte-americano, as encomendas não podem ter mais de 2,3 quilos, o que cobre 86% das encomendas, e o raio de distância entre o ponto de partida e de entrega do drone não pode passar dos 16 quilómetros, o que não é particularmente preocupante, dado que cobre a grande maioria das zonas urbanas.

"Parece ficção científica, eu sei, mas não é", garantiu o presidente de uma das maiores empresas de retalho nos Estados Unidos, argumentando que, até do ponto ambiental, é melhor um drone elétrico que "uma data de camiões a andarem para a frente e para trás".

O drone, que funciona como um inseto gigante com um cesto preso às 'patas', recebe a ordem por via eletrónica, vai ao armazém buscar a encomenda, e levanta voo para o destino indicado por GPS. Ao chegar lá, desce verticalmente, deposita a encomenda no sítio encomenda e regressa à base, explicou o presidente da Amazon, acrescentando que estes drones vão estar "prontos para operações comerciais assim que os regulamentos estiverem preparados".

A autorização para estas e outras operações com drones não deverá estar disponível nos próximos 4 ou 5 anos, até porque a utilização de drones tem estado sob grande debate nos Estados Unidos, preocupados com as implicações a nível de segurança e de privacidade dos cidadãos.

"As empresas têm uma vida curta, e a Amazon vai ser abalada um dia", disse Jeff Bezos, acrescentado que "adorava que isso acontecesse depois de eu morrer".


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