Casa Pia

Alegações finais terminam esta semana

O julgamento do processo Casa Pia de Lisboa recomeça hoje com as alegações finais da defesa do médico Ferreira Diniz, prevendo-se que esta fase, que antecede a elaboração da decisão final pelos juízes, termine esta semana.



 Diniz é um dos sete arguidos no caso de pedofilia na instituição de ensino representado pela advogada Maria João Costa.

    Até quarta-feira deverão alegar os defensores dos outros dois arguidos que ainda não o fizeram: o advogado Hugo Marçal (defendido por Sónia Cristóvão) e Gertrudes Nunes, proprietária de uma casa em Elvas onde a acusação considera terem ocorrido abusos sexuais de alunos casapianos, representada por Manuel Silva.

    Admite-se que após a intervenção final das defesas o representante do Ministério Público, João Aibéo, possa vir a replicar contra as argumentações dos advogados.

    A sessão de hoje é a 425.ª deste julgamento, que dura há mais de quatro anos.

    As alegações finais do processo de abusos sexuais contra jovens casapianos começaram a 24 de Novembro passado, com a intervenção do procurador João Aibéo, que se prolongou por cinco dias e meio.

    A seguir alegou o advogado que representa a Casa Pia, Miguel Matias, e depois José Maria Martins, defensor de Carlos Silvino, o principal arguido no processo e o único a confessar crimes.

    Sucederam-se as defesas do ex-provedor adjunto da instituição, Manuel Abrantes, a cargo de Paulo Sá e Cunha, e do embaixador Jorge Ritto, representado pelo advogado Joaquim Moreira.

    As últimas alegações realizadas no julgamento, a decorrer no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, foram da defesa do apresentador de televisão Carlos Cruz, o arguido acusado de menos crimes (seis), mas aquele cuja defesa ocupou mais tempo a alegar: três dias e meio.

   
PUB