Administração do BCP pronuncia-se hoje sobre proposta de fusão


 

Lusa/AO   Economia   30 de Out de 2007, 05:16

O conselho de administração do Banco Comercial Português (BCP) vai pronunciar-se hoje, pela primeira vez, sobre a proposta de fusão apresentada pelo BPI, no mesmo dia em que divulga os resultados trimestrais.
O BPI anunciou a 25 de Outubro que enviou ao conselho de administração executivo do BCP uma proposta de fusão dos dois bancos, oferecendo meia acção sua por cada acção do maior banco privado português.

    Na carta/proposta enviada à administração presidida por Filipe Pinhal, a administração do BPI diz que a propostas pressupõe "que seja formado um acordo entre os órgãos de administração dos dois bancos quanto ao projecto de fusão", que posteriormente será levada as respectivas assembleias gerais de accionistas.

    A instituição liderada por Fernando Ulrich impôs um prazo até 15 de Novembro para que a gestão do BCP se pronunciasse sobre a proposta, mas o presidente do conselho de administração do banco anunciou que responderia já a 30 de Outubro.

    A primeira resposta do BCP a dar, terça-feira, foi discutida pelo conselho de administração e pelo Conselho Geral e de Supervisão (CGS) do banco na segunda-feira.

    Fonte da instituição financeira disse à agência Lusa que o conselho de administração discorda dos termos da proposta e considera que a oferta feita pelo BPI é “dura”, indiciando que deverá avançar para uma negociação ou uma contraproposta.

    A proposta de fusão está a ser analisada pelo conselho de administração do BCP, presidido por Filipe Pinhal, que se pronunciará terça-feira, pela primeira vez, sobre as condições do negócio proposto.

    Na reunião do CGS, o fundador do BCP e presidente deste órgão, Jorge Jardim Gonçalves, anunciou a sua “total indisponibilidade” para assumir qualquer cargo na instituição que resultar de uma eventual fusão com o BPI.

    Fonte do BCP disse à Lusa que Jardim Gonçalves disse que iria “colaborar totalmente com o actual conselho de administração executivo” do BCP na análise à proposta de fusão feita pelo BPI.

    O fundador do BCP afirmou, também, a sua “total indisponibilidade para assumir quaisquer cargos ou desempenhar funções” na instituição que possa vir a resultar da fusão entre o maior banco privado português e o BPI.
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