Açores registam menos pescado e menor valor vendido do que há um ano

Em janeiro, as lotas açorianas registaram 166,7 toneladas e 1,4 milhões de euros em vendas, menos do que há um ano, embora o volume tenha recuperado face a dezembro. O preço médio do pescado desceu face a em dezembro (-10,7%).



Nos Açores foram descarregadas em lota, durante janeiro de 2026, 166,7 toneladas de pescado e 1,4 milhões de euros em vendas. Em comparação com janeiro do ano anterior, verifica-se uma redução de 3,8% no volume e de 2,3% no valor comercializado, segundo dados do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA).

Apesar da quebra homóloga, a atividade registou uma recuperação face a dezembro de 2025, com o volume descarregado a aumentar 9,6%. No entanto, o valor total das vendas diminuiu 2,1% na comparação mensal, refletindo a descida do preço médio do pescado transacionado em lota.

O peixe manteve-se como principal componente das descargas, totalizando 137,9 toneladas, o equivalente a 82,7% do volume total e 78% do valor gerado. Os moluscos representaram 28,7 toneladas, correspondendo a 17,2% do volume e 22% do valor comercializado. Já os crustáceos tiveram peso residual, com cerca de 71 quilogramas registados no conjunto das lotas.

Em termos geográficos, as maiores descargas ocorreram na ilha de São Miguel, responsável por 69,7% do volume total regional e por 58,3% do valor das vendas. Seguem-se as ilhas Terceira, com 15,6% do volume e 23,4% do valor, e Pico, com 5,8% do volume e 5,3% do valor. As restantes ilhas apresentam participações mais reduzidas: Graciosa (2,9% do volume), Santa Maria (1,9%), Flores (1,6%), Faial (1,5%), São Jorge (0,8%) e Corvo (0,3%).

O preço médio do pescado descarregado fixou-se em 8,31 euros por quilo, registando um aumento homólogo de 1,5%, mas uma descida mensal de 10,7%. O Faial apresentou o preço médio mais elevado do arquipélago, significativamente acima da média regional(13,77 euros/kg), seguindo-se as ilhas Flores (13,43 euros/kg), Corvo (13,33 euros/kg), Graciosa (13,09 euros/kg), Terceira (12,47 euros/kg), São Jorge (11,59 euros/kg), Santa Maria (8,06 euros/kg), Pico (7,67 euros/kg) e São Miguel (6,96 euros/kg).

A Lula e o Chicharro foram os peixes mais pescados na Região Autónoma dos Açores, com 28 433 quilogramas e 27.503 quilogramas, respetivamente. Os atuns, que representou quase 73% do total descarregado em 2025, apresentou um valor mais baixo, com 53 quilogramas, menos 4845 quilogramas face ao período homólogo (-98,92%) .

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