Açores não conseguem regressar ao desemprego antes da crise

Açores não conseguem regressar ao desemprego antes da crise

 

Lusa/AO online   Regional   11 de Mai de 2018, 09:10

Os Açores não conseguiram recuperar os valores de desemprego de 2010, antes da crise económica e financeira, contrariamente ao país, tendo a taxa crescido nos últimos dois trimestres na região, disse esta quinta-feira o líder regional dos TSD.

Joaquim Machado, que lidera a estrutura regional dos Trabalhadores Social Democratas (TSD), referiu que em 2010 a taxa de desemprego no arquipélago foi de 6,9%, contra 8,9% no primeiro trimestre de 2018, quando a nível nacional os valores registados foram de 10,8% e 7,9%, respetivamente, o que revela que “há um percurso feito no país que a região não conseguiu fazer”.

Para o dirigente dos trabalhadores social-democratas, que falava em conferência de imprensa, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, se "antes as responsabilidades eram imputadas às políticas de Passos Coelho, hoje nem a António Costa Vasco Cordeiro pode imputar essas responsabilidades exclusivas do PS e do Governo Regional”.

"O desemprego desce no país há 24 meses e, nos Açores, sobe nos últimos seis meses. Só há uma justificação para este estado de coisas, a incompetência política do Governo Regional", criticou o responsável.

De acordo com o Joaquim Machado, a taxa de desemprego real dos Açores “é significativamente superior”, estando “muito próxima dos 14% se for tido em consideração que seis mil açorianos integram programas ocupacionais, o que totaliza mais de 17 mil sem emprego.

O líder dos TSD/Açores considerou que se está perante um “verdadeiro drama social” que é confirmado pelo “elevado número” de beneficiários do Rendimento Social de Inserção e pelo facto de “sensivelmente dois terços” dos alunos dos Açores estarem abrangidos pela ação social escolar.

Além do desemprego, na região "junta-se a prevalência de baixos salários e o problema da precariedade e dos contratos, nomeadamente na Função Pública regional, onde também a realidade desmente a propaganda", afirmou.

Joaquim Machado disse que, no caso da Função Pública, "é o próprio Governo Regional a insistir na manutenção de casos de precariedade, desde logo com centenas de professores, mas também noutras áreas, a quem não se procedeu ainda à regularização de vínculos contratuais, ao arrepio do que está sendo feito a nível nacional".

Para este dirigente, as 700 vagas anunciadas pelo vice-presidente do Governo "tão pouco vão resolver estes problemas", sendo esta "mais uma manobra de pura propaganda, pois ninguém sabe, ao certo, qual é o número líquido de vagas a abrir na Administração Regional".



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