Artur Lima considerou que a proposta inicial da Comissão Europeia para o próximo orçamento comunitário “revelou-se contrária às legítimas reivindicações dos Açores”.
O governante, citado em comunicado, destacou “os desafios únicos e incontornáveis” enfrentados pelos Açores enquanto Região Ultraperiférica, nomeadamente na agricultura, nas pescas, na economia do mar, na ciência e tecnologia e na conectividade aérea e marítima, que “importa atender no próximo orçamento comunitário”.
“Da mesma forma, a recente proposta da Presidência irlandesa do Conselho da União Europeia não tem em devida conta a Região nem estes desafios acrescidos, que se estendem a toda a atividade económica e à inovação. Esta é uma situação absolutamente inaceitável”, sustentou Artur Lima.
Em referência à nova estratégia europeia para as Regiões Ultraperiféricas, adotada a 10 de setembro, o vice-presidente do executivo açoriano referiu que “estes são assuntos que o Governo dos Açores se tem empenhado a levar ao conhecimento das instâncias europeias, que reconhecem há muito estes constrangimentos”.
O próximo orçamento europeu “não poderá ignorar esta realidade, devendo reconhecer as nossas especificidades e assegurar financiamento específico e reforçado”, defendeu.
Artur Lima assinalou ainda que a Região “assegura valor Atlântico a Portugal e à União Europeia, pelo que é hora de existir uma correspondência financeira à altura da (…) importância geoestratégica”.
“Não abdicaremos daquilo que é devido aos Açores”, garantiu Artur Lima.
Segundo a nota, o governante espera que do próximo Conselho Europeu, que decorre entre os dias 15 e 16 de outubro, em Bruxelas, “resulte um claro compromisso com os Açores e todas Regiões Ultraperiféricas”, de modo a “garantir condições efetivas para o nosso desenvolvimento”.
