Grupo SATA ativa plano de contingência devido a greve no handling

O grupo SATA ativou um plano de contingência na sequência do pré-aviso de greve do handling, alertando que a paralisação poderá provocar atrasos e constrangimentos na operação da SATA Air Açores e da Azores Airlines



O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) anunciaram, a 9 de outubro, terem entregado um aviso prévio de greve na SATA Handling, entre 21 de outubro e 3 de novembro, contra a intenção do Governo dos Açores de vender a totalidade da assistência em escala.

No comunicado, as direções dos sindicatos esclareciam que a greve abrange todos os trabalhadores da SATA Handling, em todos os estabelecimentos e escalas da empresa e será realizada em dois períodos distintos, em hora local dos Açores.

Entre 21 e 27 de outubro, a greve decorrerá diariamente entre as 07h30 e as 10h30, em cada um dos dias.

Já entre 28 de outubro e 3 de novembro, a paralisação está prevista para o período entre as 16h00 e as 19h00, em cada um dos dias.

Os sindicatos adiantam que a greve abrange todo o trabalho, normal ou suplementar, prestado dentro destes períodos, seja qual for o turno de cada um. Fora destes horários, o trabalho decorre normalmente.

Num comunicado divulgado hoje, o grupo SATA informa que ativou um plano de contingência na sequência do pré-aviso de greve emitido pelos sindicatos SINTAC e SITAVA, que abrange trabalhadores do setor do handling, responsável pela assistência em escala nos aeroportos.

Esse plano de contingência tem "efeitos no período compreendido entre 21 de outubro a 3 de novembro, designadamente, de 21 a 27 de outubro (entre as 07h30 e as 10h30) e de 28 de outubro a 3 de novembro (entre as 16h00 e as 19h00)".

O grupo de aviação refere que a paralisação poderá provocar constrangimentos na operação das companhias SATA Air Açores (que assegura as ligações entre as nove ilhas dos Açores) e Azores Airlines, designadamente ao nível da assistência em escala, com eventuais atrasos, alterações operacionais necessárias e situações que poderão afetar a regularidade da operação aérea.

Para minimizar os incómodos causados aos passageiros, o grupo SATA decidiu flexibilizar as condições comerciais aplicáveis às viagens programadas entre 21 de outubro e 3 de novembro, lê-se na nota de imprensa.

Os passageiros abrangidos poderão alterar as reservas sem penalizações ou diferenças tarifárias, desde que as novas datas de viagem fiquem fora do período da greve, explica ainda a SATA.

As alterações poderão ser efetuadas para voos compreendidos entre 18 de outubro e 10 de novembro de 2026, inclusive.

O grupo SATA recomenda que os passageiros viajem, sempre que possível, apenas com bagagem de cabine, respeitando os limites determinados.

É também aconselhada a realização do check-in online, através do site www.azoresairlines.pt, bem como o cumprimento dos horários de comparência no aeroporto para o check-in e para o embarque.

A SATA garante ainda que continuará a acompanhar a evolução da situação e "a adotar as medidas necessárias para mitigar os impactos" da paralisação nos passageiros.

A informação atualizada será disponibilizada através dos canais oficiais da SATA Air Açores e da Azores Airlines, nomeadamente no site da transportadora em www.azoresairlines.pt.

No pré-aviso de greve, e num comunicado conjunto, as direções do SITAVA e SINTAC referiam que a greve resulta do mandato expresso pelos trabalhadores nos vários plenários realizados e salientam que a decisão “não foi tomada de ânimo leve”.

As duas estruturas sindicais sustentavam ainda que a paralisação constitui uma resposta ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) que “insiste em vender a 100% a assistência em escala dos Açores, sem garantias reais para quem, todos os dias, faz o transporte aéreo” da região funcionar.

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