Açoriano Oriental
A um mês do congresso regional, PCP/Açores ainda não definiu liderança

A cerca de um mês do congresso regional do PCP/Açores, marcado para 4 e 5 de abril, na ilha do Faial, os comunistas açorianos ainda não têm nenhuma candidatura à liderança do partido, que é coordenado por Marco Varela.

article.title

Foto: PCP/A
Autor: Lusa/AO Online

"Esta é uma questão que, neste momento, não se coloca. Como devem calcular, o coletivo partidário conhece a minha disponibilidade, mas certamente nós iremos encontrar a melhor solução, seja para a nova direção regional, seja para o secretariado, seja para a nova coordenação", explicou o líder dos comunistas açorianos, em conferência de Imprensa, na Horta.

Marco Varela, 44 anos de idade, natural de Lisboa, assumiu a liderança do PCP/Açores em abril de 2019, há quase um ano, substituindo, na ocasião, Vítor Silva, dirigente sindical, que abandonou as funções partidárias alegando "motivos pessoais", mas o coordenador regional entende que o futuro do cargo, não depende de interesses pessoais.

"Não se pode pôr a questão de uma forma pessoal", esclareceu o líder dos comunistas nas ilhas, em resposta a uma pergunta dos jornalistas, sobre se estaria interessado em continuar a coordenar o partido nos Açores, adiantando apenas que "a seu tempo irá haver uma resposta à questão que está a colocar".

A direção regional do PCP esteve reunida no passado fim-de-semana, na cidade da Horta, para debater temas regionais e nacionais, entre eles, a questão da precariedade laboral, e em especial o anúncio do Governo açoriano, de que vai abrir 189 vagas na administração pública regional, para integrar funcionários nos quadros.

"No nosso entender, esta é ainda uma proposta curta, que necessita de ser alargada, tendo em conta a existência de mais de 4.000 trabalhadores precários na região", sublinhou Marco Varela, insistindo que para o PCP, as questões do trabalho com direitos e do combate à precariedade laboral são "compromissos" e "prioridades".

O líder dos comunistas na região lembrou também que o PCP conseguiu fazer aprovar uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado, que garante a gratuitidade dos manuais escolares até ao 4.º ano de escolaridade, sem a obrigatoriedade de devolução dos livros, medida que pretende também alargar aos Açores.

Os comunistas vão também realizar várias iniciativas na região, durante o mês de março, para assinalar os 99 anos do PCP.


Regional Ver Mais
Cultura & Social Ver Mais
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.