Há idades que carregam o peso injusto de ainda não serem levadas totalmente a sério. A adolescência é uma delas. Falamos frequentemente dos adolescentes como quem observa uma margem distante. Tentamos defini-los, explicá-los, enquadrá-los. Dizemos que são o futuro, como se não habitassem já o presente. Como se as suas inquietações, desejos, medos e visões do mundo pudessem esperar por uma idade...
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