Depois de seis meses de missão na Roménia, 31 militares da Zona Militar dos Açores regressaram à Região, onde foram recebidos pelos seus familiares, amigos e colegas numa cerimónia realizada no Jardim Dona Leonor Afonso, nos Arrifes. A ocasião serviu de reconhecimento e de gratidão pelo trabalho desenvolvido ao serviço de Portugal, numa missão da NATO na Roménia.
Os militares integraram a 8.ª. Força Nacional Destacada para a Roménia, onde participaram em treinos e exercícios com militares dos países aliados, o que contribuiu para o reforço da segurança no flanco leste da Europa. Deste grupo, 17 militares pertencem ao Regimento de Guarnição n.º 2, em São Miguel, e 12 ao Regimento de Guarnição n.º 1, na ilha Terceira.
Na cerimónia, o 2.º Comandante da Zona Militar dos Açores, coronel Daniel João Ribeiro Valente, agradeceu o empenho deste grupo de militares e destacou ainda a forma como representaram Portugal durante esta missão: “Ao regressarem desta missão trazem consigo o mérito de terem representado o nosso país de forma altamente credível, com elevado profissionalismo, disciplina e sentido de dever”.
Antes de seguirem viagem para a Roménia, os militares tiveram uma preparação de cerca de seis meses no Regimento de Infantaria n.º 13, em Vila Real. Depois disso, tiveram a oportunidade de trabalhar e dividir o terreno com forças de países como Espanha, França, Polónia, Roménia e Macedónia do Norte.
Esta experiência serviu para partilhar conhecimentos e melhorar procedimentos que possibilitam a atuação das várias forças da NATO em conjunto.
O Alferes de Infantaria Bruno Rodrigues, comandante do 3.º Pelotão de Atiradores Mecanizado de Rodas, confessou que criou uma ligação forte com os militares açorianos que comandou nesta missão.
“Foi muito gratificante. Cresci com eles durante o ano que estive junto deles. Criámos laços profissionais e pessoais e, como comandante de pelotão, foi um momento alto da minha carreira”, afirmou.
O sentimento do resto do grupo era também de orgulho e de dever cumprido. O primeiro-sargento Hélder Ponte descreveu esta experiência como enriquecedora, pois ao trabalhar com forças de outros países possibilitou desenvolver novos conhecimentos.
Já o cabo-adjunto Hugo Braga, que cumpriu na Roménia a sua segunda missão internacional, falou da oportunidade de aprender novas formas de trabalhar e de regressar aos Açores com mais experiência para transmitir aos camaradas mais novos.
A missão já se deu por terminada, agora resta matar as saudades de casa, da família e dos amigos.
