Violador das Sete Cidades arrisca pena máxima

Violador das Sete Cidades arrisca pena máxima

 

Lusa / AO online   Regional   2 de Nov de 2007, 14:52

O presumível autor de uma violação a uma turista inglesa, nas Sete Cidades, arrisca uma pena de prisão de 25 anos.
De acordo com a acusação do Ministério Público, o arguido neste processo é acusado de um crime de violação, punido com três a 10 anos de prisão; também é acusado de um crime de roubo agravado, punido com três a 15 anos de prisão, sendo que através de cúmulo jurídico os dois crimes podem atingir, no máximo, uma moldura penal de 25 anos.
O início do julgamento está marcado para 13 de Novembro, num dos processos de julgados em tribunal colectivo mais rápidos da comarca de Ponta Delgada.
A história deste caso aconteceu a 5 de Maio deste ano, quando uma turista inglesa, com 37 anos, decidiu fazer uma caminhada num dos trilhos das Sete Cidades.
A mulher iniciou um percurso perto da Lagoa das Empadadas, na zona do Muro das 9 Janelas, pelas 14h00, mas após uma hora a caminhar, sempre sozinha, deparou-se com a presença do alegado violador.
Segundo a acusação do processo, a vítima decidiu parar junto de um miradouro e descansar durante algum tempo, mas como receou pela sua integridade física decidiu abrir e esconder uma arma branca que transportava.
O homem continuou a sua caminhada, levando a vítima do crime a sentir-se mais segura e a regressar ao trilho turístico.
No entanto, cerca de dez minutos após este primeiro contacto o homem passa novamente pela turista inglesa e cumprimenta-a, mas quando a mulher respondeu foi agarrada por um braço. A turista conseguiu forçar o contacto e afastar-se do homem.
Mas o agressor continuava a tentar aproximar-se da mulher, tendo a mesma procurado reagir através de um ataque com a arma branca.
Nesse momento o homem retirou uma arma branca que tinha guardado no bolso das calças e ameaçou a mulher, pedindo para esta lhe entregar a arma que tinha na sua posse. 
A turista inglesa cedeu porque temia que fosse atacada.
Apesar de estar a ser ameaçada a mulher ainda tentou utilizar o telemóvel para avisar a polícia, mas o homem não deixou e também pediu que lho entregasse, sempre a apontar-lhe a sua arma branca.
Totalmente indefesa a mulher não conseguiu oferecer mais resistência tendo sido então alvo de violação.
A turista inglesa conseguiu, depois, alertar as autoridades, tendo efectuado os tratamentos e exames necessários no Hospital do Divino Espírito Santo.
Pelo facto de ser estrangeira prestou declarações para memória futura e por isso não precisa de estar presente no julgamento, para descrever o sucedido.
O arguido deste processo é um homem de 45 anos, natural da freguesia das Sete Cidades, que se encontrava a residir na Várzea. É casado e encontrava-se desempregado na altura dos factos, tendo recolhido a prisão preventiva a 7 de Maio, após o primeiro interrogatório judicial.
 O processo apresenta apenas três testemunhas, para além de várias provas periciais e documentais.
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