Videovigilância “tem vindo a diminuir” criminalidade em Ponta Delgada

A criminalidade em Ponta Delgada “tem vindo a diminuir” na sequência da instalação de câmaras de videovigilância no centro histórico, ajudando na “proteção de pessoas e bens”, disse à Lusa o comissário Eurico Machado



Embora não adiante números, o porta-voz do Comando Regional dos Açores refere que esta ferramenta de trabalho “tem ajudado na proteção de pessoas e bens”, através da “mitigação de ilícitos criminais” e situações de contraordenação registadas no trânsito.

Outra mais-valia que destaca deste sistema é a sinalização de situações de emergência na via pública, através das câmaras instaladas, permitindo uma rápida intervenção dos meios de socorro.

O sistema de videovigilância em Ponta Delgada contempla 19 câmaras no centro histórico da maior cidade dos Açores, está a funcionar desde 31 de julho de 2025 e resulta de uma parceria da Câmara Municipal com a PSP dos Açores.

O porta-voz do Comando Regional dos Açores salvaguarda que o sistema atua “desde logo por via da prevenção, dado ao efeito dissuasor das câmaras”.

“A criminalidade, de uma forma geral, tem vindo a diminuir, também em Ponta Delgada, o que tem a ver com inúmeros fatores, mas também acreditamos que a videovigilância tem também aqui um peso na mitigação dos ilícitos, na redução da criminalidade”, afirmou Eurico Machado.

O porta-voz explicou que existe nas instalações da PSP um centro de vigilância, operado em tempo real, através da monitorização por um agente que, além de “interromper situações”, permite ainda “responder o mais rápido possível”.

Eurico Machado destacou também a vantagem do sistema para efeitos de investigação criminal, constituindo as imagens prova face a crimes cometidos na cidade.

Questionado sobre a alegada relação entre os sem-abrigo de Ponta Delgada e as ocorrências registadas, o porta-voz do Comando Regional dos Açores refere que “muitas vezes não estão diretamente associados a ilícitos criminais ou mesmo de contraordenação”, mas admite que “já houve casos pontuais” perpetrados por estas pessoas.

“Trata-se um problema social, estão visíveis na rua, eventualmente não quererão ser ajudados, porque as respostas também existem (…), mas não representam uma fatia substancial da criminalidade”, afirma.

Quanto à criminalidade considerada violenta e grave, Eurico Machado disse que “tem vindo a diminuir e não possui um número expressivo”.

No arranque da videovigilância, o presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, considerou que “é um elemento absolutamente determinante para garantir a quem aqui reside, trabalha ou visita, que esta é uma cidade segura”.

O presidente da autarquia referiu na altura que a instalação do sistema de videovigilância assume um caráter “preventivo” e “dissuasor” da prática de crimes, contribuindo para a identificação e responsabilização de eventuais infratores.


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