Trabalhadores dos CTT iniciam hoje greve de dois dias


 

Lusa/AO   Nacional   30 de Set de 2008, 06:23

Os trabalhadores dos CTT iniciam hoje uma greve de dois dias e vão manifestar-se em Lisboa em defesa do Acordo de Empresa, dos direitos adquiridos e de "aumentos justos para todos".
A manifestação tem início às 14H30 nos Restauradores, passa pelo edifício da Administração dos CTT e terminará junto ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

    A paralisação e a manifestação dos trabalhadores dos CTT, que este ano já fizeram cinco dias de greve, realizam-se no âmbito do "Dia Nacional de Luta" que a CGTP convocou para quarta-feira.

    A CGTP escolheu o dia do seu 38ºaniversário para a realização de uma jornada de luta contra a proposta de revisão do Código do Trabalho, contra a precariedade laboral e por melhores salários, que vai ter repercussões em todo o país e em todos os sectores de actividade.

    A CGTP foi o único parceiro social que não subscreveu o acordo tripartido que serviu de base à proposta do Governo porque considera que ela vai fragilizar a contratação colectiva ao permitir a caducidade das convenções e vai flexibilizar excessivamente os horários de trabalho para reduzir o pagamento de horas extras.

    O "Dia Nacional de Luta da Intersindical" prevê a realização de concentrações e desfiles em Évora, Coimbra, Viseu, Leiria, Aveiro Guarda e Beja, entre outras cidades, e dezenas de plenários em empresas de calçado, cerâmica, têxteis, metalurgia e transportes.

    Estão também previstas greves para o sector dos transportes, hotelaria, indústrias eléctricas e química.

    As estruturas sindicais da Função Pública filiadas na CGTP também aderiram ao protesto com a marcação de uma greve nacional para quarta-feira, cujos primeiros efeitos se deverão fazer sentir ainda hoje, ao inicio da noite, nos serviços de recolha de lixo e nos hospitais.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.