O espaço encontra-se sem funcionamento desde a derrocada registada em setembro do ano passado e, segundo Bruno Oliveira, da empresa gestora Palco Natural, a decisão tornou-se inevitável.
Em declarações à rádio pública, o responsável explicou que a impossibilidade de manter a atividade sem clientes conduziu ao fim do projeto, culminando na cessação dos contratos com os trabalhadores.
Bruno Oliveira considera que o projeto enfrentou dificuldades estruturais desde o início, apontando que o modelo nunca esteve totalmente adaptado às condições específicas dos Açores. Entre os constrangimentos identificados, destaca a ausência de alojamento associado ao espaço termal, um fator que, na sua perspetiva, limitou a atratividade e sustentabilidade do empreendimento.
O gestor faz um balanço positivo dos 16 anos de atividade, sublinhando o impacto económico, social e cultural do projeto na freguesia dos Ginetes.
Embora admita sair “triste”, Bruno Oliveira manifesta esperança de que um futuro novo projeto possa valorizar o espaço e preservar o potencial das termas.
De recordar que o deslizamento de terras de grandes dimensões a 15 de setembro obstruiu o acesso à Ponta da Ferraria.
O
Açoriano Oriental sabe que o Governo Regional dos Açores vai abrir um
novo concurso público assim que ocorrer a cessação de contrato com a
concessionária.
