Sócrates espera que taxa de desemprego desça

Sócrates espera que taxa de desemprego desça

 

Lusa / AO online   Nacional   4 de Dez de 2007, 10:35

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou estar esperançado que a taxa de desemprego possa descer no próximo ano e acusou a oposição de ter tido uma "reacção precipitada" ao comentar os valores divulgados segunda-feira pelo Eurostat, depois corrigidos.
"Temos boas e fundadas esperanças de que no próximo ano comece a descer a taxa de desemprego" afirmou o primeiro-ministro, questionado pelos jornalistas à margem do Congresso das Comunicações 2007, onde participou, no Estoril.

O gabinete oficial de estatísticas da UE anunciou segunda-feira, ao início do dia, uma taxa de desemprego para Portugal de 8,5 por cento e no final da tarde corrigiu essa previsão para 8,2.

"Também fiquei surpreendido, não queria acreditar naquele número", admitiu José Sócrates, sublinhando que os números do Eurostat são baseados nos valores do Instituto Nacional de Estatística e do Instituto do Emprego e Formação Profissional.

"O Governo achou estranhíssimo ao ser confrontado com aquele número. Felizmente, tratou-se de um erro", disse.

No entanto, o primeiro-ministro lamentou que a oposição tenha aproveitado o primeiro número divulgado pelo Eurostat para "responsabilizar o Governo".

"Revela a politiquice que anda sempre à volta do desemprego (…) Assiste-se agora ao silêncio envergonhado de quem devia ter esperado para comentar", notou.

José Sócrates salientou que esta previsão do Eurostat confirma os números do Governo e traz "duas novidades".

"A primeira é que a economia já está a gerar emprego, o que não acontecia no passado", afirmou, acrescentando que foram criados mais de 105 mil empregos desde que o Governo tomou posse.

Por outro lado, frisou, "o crescimento do desemprego está agora contido".

"Entre 2002 e 2005 cresceu mais de 3 por cento, nestes dois anos aumentou quatro décimas", disse o chefe de Governo.

Ainda assim, o primeiro-ministro sublinhou que "este não era o valor de desemprego que o Governo queria ter, gostaria que descesse".

"Nestes dois anos, o crescimento tem sido muito pequeno e está agora estabilizado. Temos esperança que comece a descer quando a economia crescer mais", disse.

Fonte comunitária explicou segunda-feira à Lusa que o "desvio" de 0,3 pontos percentuais detectado pelo Eurostat se terá devido a erro humano, designadamente ao facto de não ter sido tomado em conta o inquérito sobre as forças de trabalho.

Deste modo, ao contrário do anunciado anteriormente, a taxa de desemprego não aumentou 0,2 pontos percentuais em Outubro face ao mês anterior, tendo, pelo contrário, descido ligeiramente (0,1 por cento).

Este erro, precisou a mesma fonte, não altera os valores globais para a Zona Euro, onde a taxa de desemprego, corrigida das variações sazonais, estabilizou nos 7,2 por cento em Outubro, face aos 7,3 por cento verificados em Setembro.

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