Sindicato auxilia jogadores do Estrela da Amadora

Sindicato auxilia jogadores do Estrela da Amadora

 

Lusa/AOonline   Futebol   31 de Out de 2008, 17:27

O Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) vai accionar o Fundo de Garantia Salarial para auxiliar os futebolistas do Estrela da Amadora, que assumiram  a crise financeira do clube e denunciaram que a situação está "no limite".
O presidente do SJPF, Joaquim Evangelista, disse à Agência Lusa que "houve jogadores que pediram" apoio financeiro, que será "disponibilizado a partir de segunda-feira" com recurso ao Fundo de Garantia Salarial, com apresentação prevista para esse mesmo dia, na sede da estrutura sindical, a qual afecta 100.000 euros ao fundo.

    Joaquim Evangelista manifestou estranheza por ser "o sindicato a fazer isto", por ser "a instituição com menos relevância de aquelas que são as responsáveis pelo futebol português", mas acrescentou que "alguém tem de fazer alguma coisa e pelo menos ajudar a minimizar o problema neste momento, porque é isso que pode ser feito".

    "Não nos iludamos que, neste momento, se vai alterar o que quer seja a meio do campeonato. A única coisa que resta é tentar ajudar os jogadores a, de alguma forma, encontrar soluções para a sua vida pessoal e familiar. E isso passa pela ajuda material. As palavras são bem-vindas, mas não resolvem problemas", sustentou.

    O dirigente sindical salientou que o SJPF tinha conhecimento da crise financeira no Estrela da Amadora, actual sexto classificado na Liga, e sublinhou que o clube é "reincidente", frisando que "não é de agora que tem habituado a estas más práticas".

    Lembrando a existência de "processos pendentes de há dois e três anos", o presidente do SJPF lamentou que "os jogadores estejam a pagar uma factura para a qual não contribuíram", uma situação que é encarada "com preocupação, mas, ao mesmo tempo, consciente de que iria acontecer".

    O dirigente disse que o SJPF alertou "a Liga para este efeito" e denunciou que o Estrela da Amadora não cumpriu todos os requisitos exigidos no licenciamento, apresentando uma "declaração falsa".

    "O que Hermínio Loureiro disse é que existe um documento formal do Estrela da Amadora, porque este ano os pressupostos financeiros da Liga exigiam uma declaração assinada por um ROC (Revisor Oficial de Contas), onde constasse que não havia dívidas aos jogadores da época passada. Ele mostrou-me esse documento. Fez fé nesse documento e licenciou o clube", revelou Joaquim Evangelista.

    Para o dirigente, "há que apurar isto, quem é quem subscreveu esta declaração, na medida em que ela é falsa e põe em causa outros competidores que eventualmente queriam estar na I Liga e não podem lá estar porque o Estrela está a ocupar o lugar".

    Evangelista reiterou que "o que se constata é que este pressuposto não é suficiente", sugerindo que, "em vez de ser um ROC a dizer que não dívidas aos jogadores, ser, por exemplo, o Sindicato, que é uma entidade independente e representativa dos jogadores".

    Com enfoque para a situação do Estrela da Amadora, Joaquim Evangelista abordou o problema do incumprimento salarial em contactos estabelecidos quinta-feira com o líder da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Gilberto Madaíl, e com o presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e também vice-presidente da FPF, Hermínio Loureiro.

    Considerando que se trata "de uma emergência do futebol português", Joaquim Evangelista manifestou a intenção de "convocá-los para uma reunião", para "discutir este assunto com sentido de responsabilidade".

    Na opinião do sindicalista, "isto afecta toda a imagem que se tem do futebol português, dos seus dirigentes, afasta adeptos e patrocinadores", pelo que "ninguém pode estar satisfeito com isto", "um mal que afecta todos, em particular os jogadores".

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