Transportes

Sindicato admite nova greve na SATA


 

Lusa/AO online   Regional   14 de Set de 2008, 11:26

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) admite avançar com uma terceira greve na transportadora SATA, alegando que “continua a faltar um compromisso formal” de que a segmentação do grupo não vai avançar
Os trabalhadores de terra da SATA terminam esta segunda-feira a segunda greve parcial ao trabalho extraordinário, iniciada a 1 de Setembro e que contou, também, entre os dias 2 e 07 com a entrada dos trabalhadores duas horas mais tarde em cada turno e saída uma hora mais cedo.
“Finda esta acção de luta, vamos voltar a contactar os trabalhadores para definir os moldes e datas de uma eventual nova paralisação”, assegurou à agência Lusa o sindicalista Filipe Rocha, argumentando que a “luta tem de ser intensificada”.
Antes do início desta segunda greve o presidente do Governo açoriano, Carlos César, acusou o sindicato de irresponsabilidade, alegando não encontrar razões para a paralisação, uma vez que os direitos dos trabalhadores estavam "salvaguardados".
Apesar destas garantias, o SITAVA continua a exigir um “compromisso formal” dado num encontro presencial entre ambas as partes, onde possam “falar aberta e frontalmente” 
Neste sentido, Filipe Rocha anunciou que o sindicato já solicitou uma audiência com o presidente do Governo Regional para “se tentar chegar a uma entendimento”.
Após duas greves parciais decorridas no espaço de um mês, Filipe Rocha adiantou que, no caso de uma terceira paralisação, esta “deverá ser mais intensa e dura”.
“Serão os trabalhadores a definir em que modos vamos fazer a greve, mas poderemos enveredar pela paralisação total, cumprindo os serviços mínimos”, afirmou o sindicalista, acrescentando que, nos próximos dias, vão realizar-se plenários em várias ilhas.
Segundo Filipe Rocha, apesar da adesão à segunda greve ter sido similar à primeira, o seu impacto foi mais diminuto em virtude da alteração de horários, definidos legalmente pela SATA, para evitar transtornos maiores à empresa.
Para o SITAVA, a luta deve continuar por entender que ainda não foram dadas todas as garantias pretendidas de que a administração da SATA e o principal accionista, o Governo açoriano, não vão segmentar a empresa depois das eleições regionais de 19 de Outubro

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