No início do seu discurso de posse como Presidente da República, na Assembleia da República, António José Seguro saudou o parlamento português na pessoa do seu presidente, José Pedro Aguiar-Branco, e expressou "respeito democrático pela expressão popular do povo português aqui representada na sua pluralidade".
"Desejo-vos as maiores felicidades e afianço a minha cooperação institucional, no respeito pela Constituição da República, sobre a qual acabei de fazer o meu juramento solene", disse.
António José Seguro agradeceu aos portugueses a confiança que nele depositaram e prometeu que será "Presidente de Portugal inteiro e Presidente de todos os portugueses, vivam em Portugal ou no estrangeiro".
Depois, dirigindo-se a Marcelo Rebelo de Sousa, deixou-lhe uma "palavra de gratidão pela sua dedicação a Portugal e à defesa do interesse nacional" e manifestou-lhe "o afeto de um país que sentiu sempre a sua presença", considerando que, "qualquer que seja o balanço que cada um faz dos seus mandatos, ninguém pode negar-lhe o amor a Portugal".
"Como escreveu Jorge de Sena, Portugal é feito dos que partem e dos que ficam – sentimento que o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa tão bem interpretou quando, inovando, decidiu realizar as comemorações do Dia de Portugal, em território nacional e na diáspora; prática essa que decidi continuar, por partilharmos a mesma interpretação", acrescentou.
Ao seu antecessor, expressou "a gratidão" e também "o afeto de um país que sentiu sempre a sua presença nos momentos mais importantes, dos últimos dez anos".
"Também com estes fundamentos, decidi condecorá-lo com o mais alto grau da Ordem da Liberdade – o grande-colar da Ordem da Liberdade – em cerimónia a ocorrer no dia de hoje", salientou.
O novo Presidente saudou os antigos presidentes da República Aníbal Cavaco Silva, "cuja presença representa um sinal vivo da continuidade institucional" da democracia portuguesa, e António Ramalho Eanes "que, por razões atendíveis, não pôde associar-se a esta sessão", e evocou a memória de Mário Soares e Jorge Sampaio.
"Para além das diferentes leituras políticas que possam existir em relação aos meus antecessores, permanece o reconhecimento pelos serviços que prestaram a Portugal, que marcam de forma indelével a história da nossa vida democrática. O legado que nos deixam é um dos maiores ativos da nossa democracia", considerou.
