Russos escolhem órgãos municipais e regionais

 Russos escolhem  órgãos municipais e regionais

 

Lusa/AO Online   Internacional   10 de Out de 2009, 08:38

 Os eleitores russos são chamados a votar domingo para quatro parlamentos regionais e órgãos municipais de 76 regiões e repúblicas da Federação da Rússia.

O Partido Rússia Unida, dirigido pelo primeiro-ministro Vladimir Putin, não duvida de uma vitória com mais de 50 por cento dos votos em todos os escrutínios.

“Espero que consigamos a maioria em todos os órgãos de poder eleitos, ou seja, mais de 50 por cento”, declarou Boris Grizlov, dirigente da Rússia Unida.

“Sinto o apoio dos eleitores que considero um apoio à política do Presidente (russo, Dmitri Medvedev), do Partido, aos passos dados para superar a crise financeira”, sublinhou.

Merecem particular atenção as eleições na Inguchétia e Tchetchénia, repúblicas russas do Cáucaso do Norte atingidas, nos últimos tempos, por ondas de terrorismo.

Segundo a agência Ria-Novosti, em algumas aldeias e vilas da Tchetchénia, as eleições poderão ser adiadas devido ao perigo de atentados terroristas.

Na capital russa, os eleitores irão escolher o novo parlamento de Moscovo (cidade que tem estatuto igual aos dos restantes 82 membros da Federação da Rússia), num escrutínio em que não foram admitidas pelas autoridades candidaturas da oposição sem representação parlamentar.

As autoridades russas impediram a participação de candidatos do movimento Solidariedade, dirigido por opositores como Boris Nemtsov (antigo ministro de Boris Ieltsin) e do ex-campeão do mundo de xadrez Garry Kasparov, por «não terem reunido correctamente as assinaturas de apoio à candidatura».

A mesma razão levou à exclusão de alguns dirigentes do Partido Causa Justa, força liberal criada pelo Kremlin

Por outro lado, o Partido Comunista e o Partido Liberal-Democrático da Rússia, com assento no Parlamento russo, queixaram-se frequentemente de discriminação na cobertura feita pelos órgãos de informação, principalmente os canais de televisão estatais.

Joaquim Crima, cidadão russo de origem guineense, também conhecido por “Obama russo”, deverá, segundo as sondagens, ser eleito deputado na cidade de Sredniakhtubinski pelo partido Rússia Unida.


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