Minas

Rússia e Birmânia continuam a usar minas terrestres


 

Lusa / AO online   Internacional   12 de Nov de 2009, 10:59

A Rússia e a Birmânia são os únicos países que continuam a usar minas terrestres, revela um relatório divulgado esta quinta-feira, que dá conta da redução "significativa" das vítimas, mas denuncia falhas na assistência aos sobreviventes.
Segundo o relatório "Landmine Monitor'2009" da Campanha Internacional para a Erradicação das Minas Terrestres (ICBL), o uso, produção e comércio de minas reduziu-se "drasticamente", cerca de 3200 quilómetros de terras foram limpos de minas e explosivos e o número de novas vítimas passou de 26 mil em 1997 para 5197 em 2008.

Ainda assim, um número "demasiado elevado" segundo os responsáveis da ICBL, que consideram a limpeza das zonas que permanecem minadas em mais de 70 países e a assistência às vítimas "desafios sérios" para o futuro.

O relatório, lançado esta quinta-feira em Genebra, Suíça, refere ainda que apesar de as minas anti-pessoal terem sido consideradas armas não aceitáveis, inclusive por países não signatários do Tratado de Erradicação de Minas Terrestres, assinado em 1997, continuam a ser usadas por grupos rebeldes em sete países e potencialmente produzidas em 13 Estados.

O estudo - lançado a escassas semanas da segunda conferência de revisão do Tratado, agendada para Cartagena, Colômbia, de 29 de Novembro a 04 de Dezembro - faz ainda um balanço dos progressos alcançados 10 anos após a entrada em vigor do documento.

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