Nos Açores, os resultados globais dos exames nacionais subiram em comparação com 2025, aproximando-se assim da média nacional, que também registou um aumento.
Em declarações ao Açoriano Oriental, Sofia Ribeiro, secretária regional da Educação, Cultura e Desporto, destaca que os resultados obtidos “correspondem àquilo que é o principal objetivo ao nível da estratégia de Educação Açores 2030”.
“É certo que os resultados a nível global aumentaram, mas a melhoria dos resultados na Região foi superior à registada a nível nacional. Portanto, o aumento da média na região foi superior ao aumento da média a nível nacional, o que faz com que os nossos resultados globais se tenham aproximado uma vez mais daquilo que se regista a nível nacional”, explica Sofia Ribeiro.
Esta subida deveu-se à melhoria de resultados em 14 disciplinas em comparação com 2025, havendo oito matérias cuja média de avaliação é superior à média nacional.
“Estamos melhores do que a avaliação nacional em inglês, português A, desenho A, físico-química, história e cultura das artes, português língua segunda, português língua não materna e mandarim”, descreve a secretária regional.
A mesma destaca ainda o aumento dos resultados regionais obtidos no exame de português, em contraste com o decréscimo registado a nível nacional.
“Em português A, que é um exame muitíssimo participado, talvez o mais participado de todos a nível regional e nacional, nós melhoramos um valor por comparação com o ano anterior. A nível nacional não houve uma melhoria, houve um decréscimo de mais de um valor. Este é um dado muito relevante que gostaria de salientar, sendo que os alunos da região e as suas famílias estão nitidamente e notoriamente de parabéns”, refere a dirigente.
Apesar das melhorias registadas, há seis disciplinas cujos resultados regionais se encontram abaixo da média nacional, sendo estas: história A, matemática A, economia A, geografia A, história B e matemática B.
Na opinião da secretária regional, esta questão não belisca os resultados globais obtidos, deixando bem claro que “estamos a melhorar mais depressa do que a melhoria que está registada a nível nacional”.
Estes resultados surgem num ano marcado por várias polémicas que envolveram os exames nacionais. Contudo, Sofia Ribeiro prefere destacar os pontos positivos.
“Sinto que o que é sempre
importante para nós, acima de tudo, é fazermos uma comparação com o que
se está a registar comparado a nível nacional. Em todos os anos, em
todos os sistemas, há variações decorrentes de uma multiplicidade de
fatores, desde logo a tipologia da prova e a dificuldade associada a
cada uma das mesmas”, salienta.
Relativamente à segunda fase dos exames, é recomendada paciência de modo perceber a evolução dos resultados posteriormente.
“Vamos acompanhar. Neste momento, ainda é prematuro fazermos essa apreciação e portanto vamos acompanhar os resultados e fazer esta análise posteriormente”, finalizou.
De entre todos os resultados, destaque
para as disciplinas de mandarim, português língua segunda e português
língua não materna, que registaram os maiores valores dos resultados
regionais. Em sentido inverso, as disciplinas de literatura portuguesa,
filosofia e matemática aplicada às ciências sociais (MACS) obtiveram os
piores resultados em comparação com as restantes matérias, estando
abaixo dos 10 valores.
