Respostas sociais nos Açores passaram de 96,3 ME em 2020 para 130 ME em 2024

O valor dos contratos de cooperação para respostas sociais nos Açores passou de 96,3 milhões de euros, em 2020, para 130,7 milhões, em 2024 (+48,2%), segundo a secretária da Segurança Social dos Açores.



A secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi - que marcou hoje presença no I Encontro Nacional das Casas do Povo, na Ribeira Grande - referiu que o número de respostas sociais “mantém-se globalmente estável”, contando-se atualmente com 715.

Porém, registou-se um “aumento significativo da capacidade instalada e da frequência de beneficiários”, uma vez que em 2024 existiam 34.881 lugares disponíveis, mais 556 do que em 2020, e 25.848 beneficiários a frequentar respostas sociais, o que representa um acréscimo de 1.474 pessoas, segundo uma nota de imprensa.

Mónica Seidi referiu que, na área da infância e juventude, que representa 45% das respostas sociais, verificou-se igualmente um “reforço expressivo: mais oito respostas sociais, mais 946 lugares disponíveis e mais 1.792 crianças a beneficiar destes serviços face a 2020”.

“Estes números comprovam que estamos a chegar a mais açorianos e a apoiar quem mais precisa”, declarou.

A titular da pasta da Segurança Social considera que este crescimento “está associado também a um aumento significativo do investimento público”, uma vez que o valor aplicado em contratos de cooperação para o funcionamento das respostas sociais passou de 96,3 milhões de euros, em 2020, para 130,7 milhões de euros, em 2024, o que representa um crescimento de 48,2%.

A governante destacou ainda o peso das Casas do Povo no setor social regional, presentes em seis das nove ilhas dos Açores, representando 131 respostas sociais e abrangendo, em 2025, 4.170 beneficiários.

No ano de 2025, o investimento destinado às Casas do Povo, no âmbito dos CCVC - Contratos de Cooperação Valor Cliente, e dos acordos de cooperação na área da inclusão, ultrapassou os 10 milhões de euros.

Seidi defendeu que o trabalho em rede, com o Instituto da Segurança Social dos Açores “como motor estruturante", deverá "evoluir numa lógica de otimização de recursos, sustentabilidade e reforço da qualidade dos serviços prestados”.

Mónica Seidi apelou “à corresponsabilização coletiva de todos os parceiros” e disse “que só com empenho conjunto será possível melhorar a resposta individual aos beneficiários do setor social na região”.

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