Região destaca esforço no combate à eutrofização nas lagoas

Região destaca esforço no combate à eutrofização nas lagoas

 

Lusa/AO online   Regional   14 de Nov de 2018, 18:30

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, destacou o esforço feito pelo executivo no combate à eutrofização das lagoas, durante uma visita ao sistema de ultrassons instalado na lagoa verde das Sete Cidades.


Sobre o sistema instalado num dos principais pontos de atração da ilha de São Miguel, Vasco Cordeiro fez a distinção entre “aquilo que é a utilização dessa tecnologia e desse processo, que tem esse efeito em particular e que é importante (...), mas também medidas estruturais de desvio de afluentes, de aquisição de terrenos e retirada de explorações agrícolas e, no caso das Furnas, de reflorestação".

O líder do executivo açoriano falava durante uma visita à estrutura de ultrassons instalada na Lagoa Verde das Sete Cidades, onde estão instalados três aparelhos, no âmbito da visita de trabalho do Governo Regional à ilha de São Miguel, apontando um investimento de 21 milhões de euros no combate à eutrofização só nas lagoas das Sete Cidades e Furnas.

A eutrofização consiste na presença excessiva de nutrientes, sobretudo fosfatos e nitratos, em massas de água como mares e lagoas, originando o desenvolvimento excessivo de matéria orgânica.

O governante destacou que este projeto começou a ser estudado em 2014, mas foi implementado no local em abril deste ano.

A bióloga Dina Medeiros explicou que “a lagoa verde é uma lagoa que não recebe afluentes directos, (…) é uma lagoa mais fechada com tempo de residência muito maior e tem sido um pouco mais difícil a sua recuperação”.

A especialista esclareceu que é fácil tratar a água para consumo, mas acrescentou que o que se pretende, “nas 88 lagoas inventariadas no plano regional da água, é a recuperação dos ecossistemas, porque isso é que torna a recuperação da qualidade da água difícil”.

O aparelho funciona com painéis solares que alimentam a coluna que emite os ultrassons.

As ondas emitidas fazem “colapsar as estruturas celulares de espécies de algas características de águas poluídas e eutrofizadas” e estas acabam por morrer por não conseguirem “ir ao fundo buscar os nutrientes” e, "quando morrem, depositam-se no fundo e não formam aquela papa amarela" que visível na lagoa das Sete Cidades, explicou Dina Medeiros.



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