Quase metade dos açorianos não teve consulta com um médico dentista em 2025

Quase metade dos inquiridos açorianos não foi ao dentista no último ano, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). A percentagem de 46,3% supera a média nacional registada em Portugal, fixada nos 40,4%



Quase metade dos residentes na Região Autónoma dos Açores com 16 ou mais anos não consultou um médico dentista nos 12 meses anteriores à entrevista. A proporção fixou-se em 46,3%, um valor superior ao registado no conjunto de Portugal, onde 40,4% da população declarou não ter recorrido a cuidados de saúde oral no mesmo período, segundo o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento de 2025 realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Entre os açorianos, 41,5% realizaram uma ou duas consultas de medicina dentária e apenas 12,2% indicaram ter feito três ou mais consultas. A nível nacional, a percentagem de pessoas com três ou mais consultas é significativamente mais elevada, atingindo 19,6%, enquanto 40% tiveram uma ou duas consultas.

Medicina geral e familiar com níveis mais elevados

No que respeita às consultas de medicina geral e familiar, a realidade é distinta. Em 2025, 79,5% da população residente em Portugal com 16 ou mais anos referiu ter consultado um médico desta área nos 12 meses anteriores à entrevista. Este valor representa um aumento face a 2022 (75,5%) e situa-se ligeiramente abaixo do registado em 2017 (81,3%) .
Regionalmente, a proporção de pessoas que recorreram a consultas de medicina geral e familiar foi superior à média nacional nas regiões Norte, Alentejo e Oeste e Vale do Tejo. Pelo contrário, nas regiões autónomas verificaram-se valores mais elevados de residentes que não tiveram qualquer consulta desta natureza: 25% nos Açores e 26,9% na Madeira.

Consultas de especialidade abaixo da média nos Açores
Também nas consultas com outros médicos especialistas os Açores apresentam valores inferiores à média nacional. Mais de metade dos residentes na Região (52,8%) não teve qualquer consulta de especialidade nos 12 meses anteriores à entrevista, comparando com 46,7% no conjunto do país.

Apenas 33,9% dos açorianos realizaram uma ou duas consultas de especialidade e 13,3% três ou mais. Em Portugal, 32,7% tiveram uma ou duas consultas e 20,6% três ou mais.
A nível regional, a Grande Lisboa destacou-se por apresentar a maior proporção de residentes que recorreram a consultas de especialidade (58,1%) e também a maior percentagem de três ou mais consultas (25,9%). Em sentido contrário, no Algarve (47%) e na Região Autónoma dos Açores (47,2%) foram menos de metade os residentes que recorreram a consultas de especialidade.

Açorianos não sentem grande encargo financeiro nos cuidados de saúde

No que toca ao peso financeiro dos cuidados dentários, 11,7% das famílias açorianas classificaram os encargos com cuidados dentários como “muito pesados” e 36,6% como “algo pesados”. Ainda assim, 48,2% consideraram que não representam um encargo pesado.

No total do país, 15,6% das famílias consideraram os encargos com cuidados dentários muito pesados e 31,6% algo pesados, enquanto 45,7% afirmaram que não constituem um encargo pesado.

Relativamente aos cuidados médicos em geral, 9,3% das famílias açorianas classificaram os encargos como muito pesados e 31,8% como algo pesados. Por sua vez, em Portugal, no geral, esses valores foram de 11,3% e 28,1%, respetivamente.

No caso dos medicamentos, 11,8% das famílias nos Açores consideraram o encargo muito pesado e 36,6% algo pesado, enquanto a nível nacional 13,7% classificaram como muito pesado e 32% como algo pesado.



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