Banco de Portugal

PSD pede esclarecimentos sobre o encerramento da agência


 

Lusa / AO online   Economia   5 de Nov de 2007, 16:39

O deputado social-democrata Ricardo Martins pediu esclarecimentos aos ministros de Estado e das Finanças sobre o anunciado encerramento da agência do Banco de Portugal em Vila Real e o futuro dos sete funcionários que trabalham na instituição.
Em requerimento entregue na Assembleia da República, o deputado exige saber quais as razões que estão na origem do encerramento da agência do Banco de Portugal em Vila Real, aberta desde 1893, o que vai acontecer aos sete funcionários e que destino vai ser dado ao imóvel, localizado em pleno centro da cidade.

"Com este encerramento agora anunciado, a região de Trás-os-Montes e Alto Douro fica sem qualquer agência do Banco de Portugal, depois do encerramento da agência de Bragança que ocorreu há mais de 15 anos", salienta Ricardo Martins.

Fonte do Banco de Portugal disse hoje à Lusa que a agência de Vila Real não vai "encerrar antes do fim do ano" e que serão "salvaguardados os direitos dos trabalhadores", sendo cada caso “analisado individualmente".

De acordo com a fonte, o "reduzido número de operações realizadas em Vila Real, quer no atendimento ao público quer com as instituições de crédito, comparativamente com as realizadas em outras delegações, justificam o encerramento da agência local".

Ricardo Martins afirma que esta notícia "surpreendeu tudo e todos" até porque, há cerca de seis anos, o Banco de Portugal investiu uma "quantia significativa (mais de 1,5 milhões de euros) na remodelação do imóvel".

O deputado considera importante saber “o que mudou na estratégia da instituição e que motivou a decisão de encerramento depois de um avultado investimento na requalificação da agência".

"É mais um serviço a somar a tantos outros que sai do interior do país", afirma.

Também a Juventude Social-Democrata (JSD) de Vila Real fez questão de assinalar os 114 anos do Banco de Portugal naquela cidade, comemorados a 02 de Novembro, considerando que esta "foi sem dúvida uma das mais importantes instituições no crescimento e desenvolvimento desta região".

"Não podemos aceitar esta política de desenvolvimento económico que apenas dinamiza e empreende esforços onde é mais fácil, onde já há empresas e pessoas, onde o crescimento tem sido mais notório", afirma a JSD em comunicado.

Os jovens sociais democratas apelam ao Governo socialista para que "altere o rumo que diariamente promove a desertificação de Trás-os-Montes e Alto Douro, invertendo a tendência eleitoralista de concentração de serviços públicos no litoral, apostando de forma séria e consistente no desenvolvimento economicamente sustentável da regiões desfavorecidas".

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