SATA/ Privatização

PS diz que PSD agiu com "dolo político puro"

PS diz que PSD agiu com "dolo político puro"

 

Lusa/Ao online   Regional   11 de Nov de 2018, 22:07

O PS/Açores afirmou este domingo que o PSD agiu com "dolo político puro" com as declarações sobre a anulação do concurso da privatização de 49% da Azores Airlines (a operação da transportadora aérea SATA para fora do arquipélago).

“Este comunicado revela, da parte do PSD, dolo político puro, ou seja, são feitas acusações mal fundamentadas, são feitas críticas sem nenhum tipo de justificação, sabendo o PSD de informação que não disse saber e que contradiz muito daquilo que é dito no comunicado”, sustenta o líder parlamentar e vice-presidente do PS/Açores, André Bradford, citado numa nota de imprensa enviada às redações.

No sábado, o PSD/Açores afirmou que o processo de privatização da SATA deveria ter sido "anulado em julho por falta de propostas concretas" e acusou o presidente do Governo de ser "o responsável pela fraude política" da alienação.

Para o PSD/Açores, que realizou uma reunião urgente da Comissão Política Regional para debater o processo de privatização da SATA Internacional, “o Governo andou mais de 100 dias a fingir que havia uma proposta concreta para a compra da SATA Internacional”.

Os social-democratas afirmaram ainda que a presidente do parlamento açoriano, Ana Luís, "abriu um inquérito à suposta fuga de informação antes desta acontecer".

“O insulto fácil e a crítica gratuita não são propícios a um diálogo construtivo do ponto de vista democrático e, se esta é a tão auto proclamada nova forma de fazer política, nós mantemo-nos na forma clássica”, sublinha o líder parlamentar dos socialistas açorianos, citado hoje num comunicado do grupo parlamentar do PS/Açores.

André Bradford sustenta também que a presidente da Assembleia Legislativa, que "é acusada de ser a responsável de uma suposta encenação desta fuga de informação, contactou os líderes dos grupos e representações parlamentares na terça-feira da semana passada dizendo que se tinha apercebido que houvera uma documentação confidencial que dera entrada na Assembleia e que tinha tido, por parte dos serviços, um tratamento desadequado e que, por esse motivo, decidira instaurar um inquérito interno”.

“Todos os partidos souberam disso na terça-feira, portanto, o PSD também soube”. Posteriormente, refere ainda André Bradford, “depois de o gabinete da senhora presidente ter sido várias vezes contactado por órgãos de comunicação social no sentido de a questionar sobre esses documentos, a mesma voltou a contactar todos os líderes parlamentares a dar conta de que iria emitir um comunicado com nota pública daquilo que tinha decidido na terça-feira e que os partidos já sabiam”.

O vice-presidente do PS/Açores, citado na nota de imprensa, diz também que o PSD “sem dizer aquilo que sabe aos açorianos”, montou um “ataque pessoal” a Ana Luís.

“Mas há mais: é aceitável, do ponto de vista democrático e político, que o PSD não concorde e não se reveja com o desfecho que teve o processo de privatização da SATA, outra coisa diferente é querer, com esta bateria de criticas infundadas, esconder um outro problema que é o de que houve uma fuga de informação, houve a passagem de dentro de uma comissão parlamentar de inquérito, que é presidida pelo PSD, de um documento que era confidencial e que passou para a comunicação social”, reforçou.

O líder parlamentar socialista sustentou ainda que “há aqui um tom, uma linguagem e uma irresponsabilidade com os quais não podem compactuar e, se é essa a marca da nova maneira de fazer política que traz este novo PSD, pois preocupa-os bastante que assim seja”.

Em causa está a anulação do concurso da privatização de 49% da Azores Airlines, o que sucede após a divulgação de documentos pela RTP/Açores, que causaram um "sério dano ao grupo SATA e aos Açores", segundo anunciou na sexta-feira o Governo açoriano.

De acordo com notícias da RTP/Açores, citando documentos privados da comissão de inquérito do parlamento açoriano ao setor empresarial público, não há uma proposta formal apresentada pelos islandeses da Icelandair, única entidade qualificada para a segunda fase da alienação da Azores Airlines, mas sim o intuito de abrir um período de negociações com a SATA.




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