PS/Açores exige implementação do fundo de rotas para garantir mais ligações aéreas

O grupo parlamentar do PS/Açores exigiu a “rápida implementação” do fundo de rotas na região, para garantir mais ligações aéreas e dar “maior estabilidade” ao setor turístico e melhorar as condições de mobilidade dos residentes



Segundo um comunicado do PS, o setor do turismo enfrenta “desafios significativos”, com a redução das ligações aéreas, o aumento dos preços das passagens e a falta de mão-de-obra qualificada.

As preocupações foram transmitidas aos deputados socialistas, durante uma reunião com a delegação da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) nos Açores, onde foram identificados os principais constrangimentos que atualmente afetam o setor, com destaque para problemas relacionados com a conectividade aérea.

O deputado do PS/Açores Carlos Silva, citado na nota, recorda que o Fundo de Desenvolvimento de Rotas Aéreas foi aprovado pelo parlamento regional em maio, com caráter de urgência, e publicado a 18 de junho.

“A [companhia aérea] Ryanair saiu dos Açores em março e já passaram quase três meses desde a aprovação do Fundo de Desenvolvimento de Rotas Aéreas. Perante a aproximação da época baixa, é preocupante que não sejam conhecidas soluções concretas para reforçar as ligações aéreas da região”, referiu.

Para o socialista, este é um assunto “demasiado importante para ficar perdido nos gabinetes”.

“É necessário o envolvimento direto do presidente do Governo [Regional, de coligação PSD/CDS-PP/PPM] para acelerar todos os procedimentos e negociações e garantir, o mais rapidamente possível, a captação de novas companhias aéreas, nomeadamente a entrada da EasyJet ou o regresso da Ryanair”, defende.

Para o PS/Açores, a “redução significativa” do número de turistas provenientes do mercado nacional, um dos principais mercados emissores para os Açores, assume particular preocupação.

A quebra está relacionada, entre outros fatores, com o aumento dos preços das passagens aéreas, que tornam o arquipélago menos competitivo enquanto destino turístico e condicionam as deslocações dos residentes.

“Estamos a perder turistas provenientes do mercado nacional, que é um dos nossos principais mercados emissores. Quando viajar para os Açores se torna mais caro, perdemos competitividade enquanto destino turístico e penalizamos também a mobilidade dos açorianos”, afirma Carlos Silva.

Nos primeiros sete meses deste ano, desembarcaram nos Açores menos 102 mil passageiros, registando-se perdas em todos os meses face ao ano anterior, lembram os socialistas.

Perante esta realidade, o deputado considera que “é urgente captar mais companhias aéreas para operar durante todo o ano”.

“Precisamos de mais oferta e de preços mais competitivos para recuperar turistas, nomeadamente do mercado nacional, dar maior estabilidade ao setor e melhorar as condições de mobilidade dos residentes”, defende Carlos Silva.

Segundo o PS, a par das dificuldades nas ligações aéreas, o setor enfrenta uma significativa falta de mão-de-obra qualificada relacionada com a “reduzida oferta formativa existente e com a dificuldade em atrair e fixar trabalhadores na região, nomeadamente devido à falta de alojamento a preços acessíveis”.

“Não é possível ter um setor turístico robusto, sustentável e capaz de proporcionar melhores condições de trabalho sem assegurar mais ligações aéreas, preços mais competitivos, capacidade para atrair e fixar trabalhadores e uma oferta formativa adequada às necessidades do mercado”, concluiu o deputado.


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A Delegação de Saúde da Horta, na ilha do Faial, informou, através de comunicado, que nos últimos dias mantém-se a tendência de evolução do número de casos de gastroenterite, que está a ser “acompanhada de perto e que se enquadra no que é esperado neste tipo de surtos, sem alteração da sua natureza”