O Plano para a Mobilidade Elétrica dos Açores (PMEA) ainda não está totalmente executado, dois anos após o fim do período temporal (2018-2024).
Em resposta ao requerimento do grupo parlamentar do Partido Socialista dos Açores, que pretendia aferir o estado da rede pública no arquipélago, o Governo Regional dos Açores revela que a execução do PMEA está nos 84%, estando a Direção Regional da Energia já a trabalhar no novo plano, para a década 2027-2037.
“Face aos pressupostos que, à data, sustentaram a elaboração do PMEA 2018-2024, e considerando o número de postos de carregamento atualmente disponíveis, a taxa de execução é de 84%”, lê-se no documento consultado pelo Açoriano Oriental.
Segundo o executivo regional, o novo PMEA deverá estar concluído e aprovado no final do primeiro semestre de 2027 e “permitirá definir uma visão de longo prazo para o desenvolvimento da mobilidade elétrica nos Açores, identificando necessidades de infraestruturas, mecanismos de incentivo, modelos de governação e ações prioritárias para o período referido, reforçando a capacidade da Região para concretizar uma mobilidade mais sustentável, eficiente e alinhada com os princípios da transição energética no nosso arquipélago”.
Atualmente, a rede de postos de carregamento elétrico na Região situa-se nos 99 equipamentos, sendo que mais de metade (51) estão na ilha de São Miguel. Dos 99 postos, 78 são de carregamento normal e 21 de carregamento rápido.
No entanto, a rede irá alargar-se, pois está em curso a instalação de 27 postos dos 40 equipamentos adquiridos ao abrigo do projeto europeu LIFEIPCLIMAZ. “Estes postos de carregamento foram alvo de contratos de comodato com os diversos municípios que manifestaram interesse, sendo estes os responsáveis pela instalação das infraestruturas de carregamento nos locais de acesso público pré-acordados”, lê-se na resposta.
Sobre os problemas reportados de vários postos indisponíveis, o executivo regional explica que “os postos de carregamento de acesso público são explorados e mantidos por Operadores de Pontos de Carregamento (OPC), pelo que nenhum pertence ao Governo Regional. Em muitas situações, a inoperacionalidade dos equipamentos deve-se a problemas de comunicação esporádicos, sendo maioritariamente resolvidos remotamente pelos respetivos OPC”.
Ainda assim, apesar de não ser da sua competência monitorizar a indisponibilidade dos postos, sempre que é informado, o Governo Regional contacta os respetivos OPC, para agilizar o processo e repor o regular funcionamento do equipamento.
